Espaço aberto



Dias muito agitados. Primeiro, a entrega da pasta de prática jurídica, que quase massacrou as minhas mãos. Depois, tenho que entregar o projeto de pesquisa do TGI. E ainda terei provas a fazer. Tudo isso, sem contar o trabalho

Ainda bem que existem fins de semana

 

Detalhe... Dias melhores estão chegando...aguardem



Escrito por Antero Filho às 00h23
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Ontem fui ao jogo do Palmeiras com meu irmão, minha namorada e o priminho dela. Foi muito bacana, o Palmeiras venceu de virada, comemos no Shopping e etc.

 

Antes disso, almocei um Lamen com o Pedrinho. . .E viciei mais um a participar do Cartola FC.

Ah, deicidi que vou continuar escrevendo a novela, mas não mais publicarei no blog. Se alguém se sentir triste, revoltado ou indignado, sinta-se a vontade para reclamar.

Fiquem com um vídeo bem legal que eu vi na internet esses dias.

 

 



Escrito por Antero Filho às 22h25
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Sabe quando você sente uma vontade grande de participar de tudo. E no final, não consegue participar de nada?

Isso é estranho.

Sobra vontade, mas falta organização. Acho que o dia poderia ter 36 horas. Ou eu poderia me organizar melhor.

Ou ambos

Só sei que não teria feito muita coisa diferente do que já fiz. Mas confesso que sinto falta de muitas coisas do que eram antes.

Chega de falar generalizadamente. (essa palavra existe?)

Enfim. Não é possível que o primeiro post desse ano esteja acontecendo em maio. . .simplesmente não é

Mas isso ainda não morreu.



Escrito por Antero Filho às 23h21
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Enquanto isso....

Enquanto isso, no lustre do Castelo. . . .

Uma mensagem, um post, uma luz. . . .Olha, olha, o Antero atualizou o Blog!!!

Mais novela chegando?? Sim senhor. . .mais poemas chegnado?? Sim senhor. . . .

Mas dá uma preguiiiiiça

 

mas é tão triste olhar na coluna do lado e ver que tem pouquissimos posts em 2008

 

2009 sim. . . .Será o ano do "REINVENTAR"!!



Escrito por Antero Filho às 11h34
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 No capítulo anterior...

Aboré encontrou Vânia na parada do trem em Cidade Docentro. A amiga de infância do missionário tenta uma aproximação amigável, mas logo ele percebe que as intenções dela são outras. Gilmar, líder da RN, quer conversar com Aboré e ameaçou a vida de Sophia caso ele não cooperasse. Sem escolha, o missionário aceitou a imposição e internamente lamentava ter trazido a garota consigo. Enquanto isso, Romeo andava pela cidade à procura de Orlando Kraft, o homem que, segundo Bill, entregaria uma maleta igual àquela que ele e Klaus haviam trazido da missão de proteção de Carolina Sanchez, quando esta morreu. Sem ter noção nenhuma de onde poderia estar, o cabeludo prosseguiu sua jornada, quando, de repente, foi atacado enquanto dormia.

 

Música do Capítulo:

One And Only - Fall Out Boy

 

J.&.R - Quando a lua se põe

Capítulo cinqüenta e oito: Fugindo dos caçadores de recompensa

 

 

 

Dessa vez, o instinto dele mandava fugir!

Corria com o ombro direito levemente ferido e com a arma na mão, enquanto que a esquerda servia para pressionar o machucado. Pelo que rapidamente pôde perceber, quem o atacou não estava sozinho, e do jeito em que ele próprio se encontrava, não possuía meios de vencer.

Sentiu-se humilhado somente por pensar naquilo.

Enquanto isso, naquela rua, um homem com quase um metro e oitenta, cabelos negros curtos e grossos, com um bigode igualmente grosso, segurava um pedaço de papel em sua mão. Um outro rapaz, mais novo, completamente careca, segurando uma pistola estranha, chegou perto do primeiro homem, com um olhar questionador.

— Certeza de que é ele? – perguntou o rapaz careca.

— Absoluta. – respondeu o homem do bigode – Romeo. Vale 30 mil reais.

— Mas pelo que eu li no jornal, ele matou mais de quarenta policiais, teve uma performance assustadora no caso do deputado e todo aquele blábláblá da imprensa. Não acho que alguém que consiga fazer isso vai fugir de dois caras como nós.

— Não se engane. – respondeu o bigodudo, com a testa franzida. – Nós o atacamos de surpresa e ele só sofreu um arranhão. Não é qualquer um que sai vivo disso.

— Nós vamos atrás dele ou não vamos?

— Chega de enrolação e vamos embora. Lembre-se que ele é diferente dos outros. Só vão pagar por ele vivo.

— Está escrito aí em algum lugar a palavra “inteiro”? – disse e logo riu o careca.

Romeo havia se escondido em um beco para descansar. Respirava rapidamente e o ferimento já havia manchado sua roupa branca, tão destruída depois de tudo o que ele já havia passado.



Escrito por Antero Filho às 11h48
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Sentia-se como se sentiu na primeira vez que encontrou o falso andarilho: totalmente incapaz. E se odiava por isso. Tentava parar para pensar, já que não conseguia mais agir por instinto. Ele tinha que achar o tal do homem careca Orlando Alguma Coisa, que tinha o nariz esquisito. Não tinha tempo para ficar de brincadeira com quem quer que fosse. Precisava sair dali o mais rápido possível.

Soltou a mão esquerda do machucado e segurou a arma com a mesma mão. Seu ombro doía mais, contudo possuía um melhor poder de ataque já que segurava a pistola com a mão.

Do alto veio a voz:

— Largue isso, garoto! Não queremos te matar. Se não reagir, deixaremos você inteiro. É minha palavra.

Ótimo. Caçadores de recompensa. Não tinha mesmo melhor hora para aparecerem. Pelo que o tal do fulano falou, ele não estava sozinho.

Mas podiam ter vinte, trinta, quarenta pessoas! Foda-se! Ele jamais se entregaria.

Romeo olhou para cima, de onde viera o som. Um bigodudo estranho o encarava, protegendo metade de seu corpo em um batente de uma das janelas daquele beco. O seu sangue fervia, mas não sabia o que fazer. Resolveu levantar a sua arma na direção do homem que lhe havia mandado se render.

Mais uma vez seu instinto lhe guiou. Um dardo passou pelo lugar onde milésimos de segundo antes estava sua cabeça. O missionário havia se jogado para o lado esquerdo, desviando do ataque, mas assim que se recompôs foi atingido na cabeça por algo grande e de metal, sendo arremessado para trás. Era uma lata de lixo, arremessada pelo bigodudo.

O careca que o acompanhava possuía uma pistola de dardos e havia atirado em Romeo pouco antes, na posição em que estava. Mal seu alvo recebeu a lata de lixo arremessado pelo seu parceiro, o careca já atirou mais dois dardos.

Romeo se desviou como pôde dos ataques do careca, sendo que até aquele momento ele não conseguira ver quem era a segunda pessoa que atacava. Contudo, já se postou de pé após a esquiva e atirou.

A dor no ombro direito se intensificou, mas a sua investida surtiu efeito. A arma de dardos do careca foi arremessada para longe.

Aproveitando com rapidez a situação, Romeo correu na direção de seu adversário, passando por ele. Com o braço esquerdo envolveu o seu pescoço, apontando a arma com a mão direita para sua cabeça. Em uma investida de segundos, o careca estava refém de Romeo.

‘Tenho que tirar meu chapéu” – pensou o caçador de recompensas – “Não é qualquer um que faz isso”.

O bigodudo desceu do andar onde estava. Naquele momento, Romeo estava de costas para a saída, segurando o careca, enquanto que o outro caçador se encontrava mais longe da saída.

A situação não durou muito tempo daquele jeito. O careca deu uma cotovelada forte no baço de Romeo, que, despreparado para aquela reação, sentiu o golpe. Na seqüência, o caçador de recompensas deu uma cabeçada com a parte de trás de sua careca, desnorteando e tomando a vantagem que há poucos segundos era de Romeo.

Neste momento, o pensamento rápido e a sua agilidade salvaram o missionário. Com o golpe, Romeo se projetou para trás e alcançou a saída do beco em poucos instantes. Sem querer perder o seu alvo, os caçadores correram, mas ao chegar na passagem por onde o cabeludo se mandara, já era tarde. Não se via mais o homem de 30 mil reais.

— Perdemos ele.

— Pudera. – disse o careca, passando a mão pelo pescoço. – Esse cara é foda, mas está ferido. Nós vamos encontra-lo. Não pode ir longe.

Ambos checaram as suas armas, recarregaram e partiram.

Romeo não sabia, se parasse para pensar, como havia conseguido sair da vista dos seus perseguidores em tão pouco tempo. A ferida em seu ombro já não sangrava mais, mas ainda incomodava. O sol já subia, anunciando a manhã na cidade. Romeo andava o mais rápido que podia por entre os becos.

Precisava encontrar um outro careca do nariz esquisito e sua maldita maleta de merda. O que ele não daria para ter suas armas de volta.

Enquanto isso, Diego dormia escondido na zona oeste. Ainda não havia encontrado o alvo.

Clóvis terminou seu ultimo relatório bimestral para apresentar ao secretário de segurança e por aquele dia, se não tivesse mais ocorrências, não teria mais nada a fazer. Pelo menos nada que pudesse esperar até o dia seguinte.

Voltou seus pensamentos para o caso de Romeo. No jornal, outras notícias substituíram o nome do bandido e davam mais atenção em como seriam as votações para deputados na Cidade Doeste. Mesmo assim, ele achava um caso misterioso.

Um homem que é procurado sem acusações e só será entregue a recompensa se for entregue vivo. Ao conhecer o meliante, é alguém que perdeu a memória de dois meses até o dia atual e se movimenta e atira horrores. Era algo, no mínimo, curioso.

 Ele teve uma idéia, na qual, admitia, deveria ter pensado muito antes. Quem dava a ordem para a elaboração dos cartazes eram os governadores, a partir dos relatórios entregues pela polícia e analisados pelo secretário de segurança. Sendo assim, com o último relatório enviado, Clóvis pediria as motivações da criação dos cartazes para matéria de investigação. Dependendo da resposta do governador, poderia ter uma idéia do que era aquele garoto.

O trem já partira de Cidade Docentro e agora seguia rumo a Cidade Delleste. Aboré encarava a janela pensativo. As palavras de Vânia não lhe saíam da mente “Se você não for ver Gilmar por bem, eles vão pegar a garota”. A traição, o jeito como sua amiga de infância dissera e lhe propusera conversar com o líder da RN é que o machucavam.

Ele olhou para Sophia mais uma vez, que olhava para o teto. Ela olhou de volta e mexeu a sobrancelha, como que um cumprimento. Aboré sorriu e começou a puxar papo com a menina. Qualquer conversa era melhor do que ficar se torturando com aqueles pensamentos. Eles falaram sobre os vestidos que ela vira na loja e sobre quais ela queria.

Aboré gostava muito daquela menina.

Já passava a tarde daquele dia. Logo iria escurecer. Diego começava a acordar em Cidade Doeste para continuar sua caça ao careca com a maleta. Orlando era o nome do cara, se não se enganava. Mas ele mesmo sentia que não seria capaz de encontrar alguém daquele jeito naquela cidade enorme.

Romeo, por sua vez, vagava só. Conseguira despistar os caçadores de recompensa e agora se concentrava em cumprir a sua missão. A ferida no ombro só ardia e ele já conseguia mover consideravelmente o seu braço.

Envolto em seus pensamentos, em suas recordações (ou o que sobrou delas) e na sua enorme vontade de ter suas armas de volta, Romeo mais uma vez recebeu uma chamada de seu instinto. Instinto? Não sabia. Somente naquele dia, já tivera várias. Mas era algo que vinha de dentro. Algo como um caçador que sente o cheiro da presa.

Era isso. No fundo, no seu inconsciente ele sentia onde poderia estar o seu alvo. Com o sol já se pondo, ele parou para se concentrar e deixar fluir aquilo que o chamava. Um sentido, apontando uma direção a seguir.

Ele estava sentindo Orlando Kraft.

Naquela cidade, o cenário de uma nova Era estava sendo desenhado por aqueles homens. Todos estavam cumprindo o seu papel.



Escrito por Antero Filho às 11h42
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Como entrevista de emprego é um saco (para os que ainda não sabem, eu me demiti, e agora busco um novo emprego)

As entrevistas para estagiários estão piores do que entrevistas para empregos com carteira assinada. Perguntam até quais as cores de sua cueca, se você deixar.

"Supondo que você trabalhe com a sócia, uma empresa corrupta quer contratar o escritório para defende-la na ação, vc tem os documentos que a incriminam. Daí, balblabalbla, a empresa não quer mais vocês e contrata outro escritório, e no mesmo dia a imprensa divulga que há dificuldade em encontrar provas contra aquela empresa. O que você faz?"

Que porre!!

Enfim, capítulo novo (Nossa, a novela ainda existe) e chegando. Amanhã, não percam

 



Escrito por Antero Filho às 12h30
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Pois eh. Acabaram as minhas férias, galera.
 
E não fiz nem metade das coisas que gostaria de ter feito, mas tudo bem.
 
Vamos ao que eu fiz, neste meio tempo.
* consegui estudar para todas as provas e, dependendo das notas, ficarei mais tranquilo para as provas finais.
* consegui dedicar um pouco mais de tempo ao meu computador, que agora está funcionando e com mais músicas
* consegui arrumar o meu quarto, que estava uma bagunça e precisava urgentemente de uma mãozinha ali
* ir a um Tribunal do Juri, pela primeira vez na minha vida
* Consegui dormir. Sim, dormir. Eu precisava disso. Acordar todos os dias sem um despertador para o trabalho. Isso sim, me fez realmente bem.
 
 
Faltou
 
* dedicar mais tempo a meu blog
* escrever a novela
* ir ao dentista
* ver filmes
* ler livros e revistinhas
 
Enfim, tentarei, novamente, continuar com isso aqui
 
E pelo que a situação de grana anda, não vai ser tão difícil. Parece que o próximo feriado eu vou acabar passando em casa, visto estar sem dinheiro algum.
Enfim, é isso aí. Vida de estagiário.


Escrito por Antero Filho às 08h21
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FINALMENTE FÉRIAASSSS!!!

Nem acreditei que esse dia chegaria. Hoje eu acordei as 9:30, sozinho, sem nenhum despertador. NO momento, estou ouvindo minha irmã assistindo vale a pena ver de novo e estou adorando essa sensação de vestir uma calça de moletom as 3 e meia da tarde. Haha. Desde o primeiro semestre de 2006 que eu não fazia isso. Mas tudo bem

TEnho tanta coisas para fazer, se vocês soubessem. Meu quarto, meu computador, amigos, novela, marcar dentistas e estudar para todas as provas qwue terei nesse meio tempo (já foram duas. Faltam 6) mas é isso aí.

Estou incrivelmente feliz. hahaha. Poderia ter férias sempre.

Veremos se elas serão boas para o blog e para minha vida social na internet, não é.

Vambora



Escrito por Antero Filho às 15h23
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Feliz páscoa a todos. Eu sei que está um pouco atrasado, mas enfim, o que vale é a intenção. Fui para campinas com a Paula e assisti a alguns filmes, além de termos ido no bar e estudado direito (sim, eu estudei no meu feriado, e daí?)

Estou escrevendo o próximo capítulo da novela neste exato momento (não tão exato, porque eu ainda estou escrevendo aqui e não posso escrever em dois lugares ao mesmo tempo).

Minhas férias já estão garantidas. Dia 4 de abril começa o meu sonho. =D

Vou passar as primeiras 24h jogando video game. DEpois eu penso no que eu faço da minha vida.

E vocês? Como vão??



Escrito por Antero Filho às 23h21
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Finalmente pedi minhas férias. Se tudo der certo, terei descanso no trabalho dos dias 4/4 a 22/4. Vai acabar, na verdade, no dia 18, mas só volto depois do feriado de tiradentes, para emendar tdo. Espero que assim eu descanse um pouco e consiga colocar minha vida em ordem.
Nesse mesmo período de tempo será minha semana de provas na facul, e creio que dará para estudar um pouco também.

Bom dia galera e um ótimo começo de semana. As férias se aproximam!!

Escrito por Antero Filho às 07h19
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No capítulo anterior. . .

Bill passa uma nova missão a Diego e Romeo: encontrar um sujeito chamado Orlando Kraft e descobrir para quem ele entrega a sua mala, que supostamente faz parte do mesmo esquema que Carolina. Sem tem qualquer pista sobre a localização do alvo, os dois missionários se separam para cobrir uma área melhor. Enquanto isso, o trem que levava Aboré e Sophia para Cidade Delleste chega para a primeira parada em Cidade Docentro, onde Aboré encontra sua velha amiga de infância, Vânia.

 

Sem músicas neste capítulo

 

J.&.R - Quando a lua se põe

Capítulo cinqüenta e sete: O encontro com Vânia

 

 

 

— Eu não acredito que você está aqui! – disse ela, em um largo sorriso. – Você está voltando para Delleste!



Escrito por Antero Filho às 11h07
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— Eu não acredito que você está aqui! – disse ela, em um largo sorriso. – Você está voltando para Delleste!

Aboré estava sem graça. Sabia da possibilidade de encontrá-la no caminho de sua missão, mas não havia realmente levado em conta de que poderia acontecer. Sabendo que não estava ali para atender às expectativas dela, ele tentou ser o mais simpático possível.

— Estou. – disse ele, tentando pensar em algum jeito de se livrar dela. – É impressionante que o destino sempre nos trás de volta.

— Mas se você estava voltando, por que não falou comigo? – ela perguntou, intrigada. – Você não está voltando para o exército, está?

— Não! – respondeu Aboré, de prontidão. – Eu não quero mais voltar a defender o exército. Sabe que eu só fiz isso pra viver.

— Então por que não veio falar comigo?

Aboré estava pensando em alguma maneira de dizer que não estava voltando pela causa da RN, quando uma idéia lhe percorreu a mente de súbito. Ele teria que descobrir o paradeiro das duas novas integrande dos Missionários, e usar a RN como fonte de informação poderia ser o caminho. Se ele conseguisse convencer Vânia de que estava do lado dela, talvez alcançasse o seu objetivo mais facilmente.



Escrito por Antero Filho às 11h03
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Mas ele sabia que isso não seria fácil.

— Porque eu queria ver a minha avó, e eu achei que você ficaria uma semana lá em Doeste.

— A previsão era que eu ficasse uma semana, mas consegui resolver tudo em três dias. Estou voltando para ajudar nossos irmãos.

Aboré a encarou com um olhar incerto, como se estivesse pensando, com o coração, naquilo que ela acabara de dizer.

— Aboré. – começou Vânia – O que fizeram com o seu irmão é imperdoável. E tudo isso aconteceu . . .

— Não fale do meu irmão! – exaltou-se Aboré. – Por que você usa o meu irmão para me trazer de volta a RN?

Vânia recuou. Aboré voltou à idéia na mente. “A missão, Aboré. Não se esqueça da missão”

— Aboré, escuta. – disse Vânia apreensiva. – Gilmar quer te ver.

Ao ouvir aquilo, o gigante se assustou. Aquela última frase o fez estremecer e as coisas começaram a se formar em sua mente.

— O que ele quer comigo?

— Eu não sei exatamente. – ela disse. – mas deve ter algo a ver com você ter livre acesso ao exército.

Aboré olhou para baixo, com uma expressão de desapontamento. Provavelmente era isso mesmo que Gilmar queria. E sabia que ele havia mandado Vânia propositalmente, porque se havia alguém capaz de convencê-lo a voltar para RN, esse alguém era ela.

Sabia que Vânia estava sendo usada. E sabia que Vânia estava usando seu irmão para fazê-lo voltar.

— Foi isso o que você vai fazer em Doeste, então. – disse ele. – Você estava me espionando??

Ela não respondeu, ficou encarando Aboré de volta, como se pedisse perdão com os olhos.

— Você não estava resolvendo nada. Você estava me seguindo esse tempo todo.

— Escuta, não foi esse tempo todo, às vezes eu não sabia por onde você andava. Escuta. . .

— Me diz pra que ce tá fazendo isso, Van. . .

— Eles sabem da garota!

Aboré congelou. Garota? Sophia! Ela só poderia estar falando da Sophia.

— A gente sabe que ce ta viajando com uma garota. Me escuta! – disse ela, desesperada. – Não estou sozinha, tem pelo menos mais três homens da RN disfarçados aqui. Se você não for ver Gilmar por bem, eles vão pegar a garota.

Aboré se irritou! Fechou os olhos, respirou irritado e depois encarou Vânia de um modo ameaçador. Lembrou-se da discussão que teve com Bill acerca da ida da menina à missão. Sabia que algo assim aconteceria mais cedo ou mais tarde.

“Lembre-se do plano!”

— Está certo. – concordou Aboré. – Eu vou ver Gilmar. Mas se encostarem um dedo na menina, eu vou buscar esse filho da mãe no inferno.

Vânia deu um passo para trás, sorriu de um modo triste, depois pegou um pedaço de papel do shortinho jeans que usava. Nele havia um endereço.

— Esteja lá daqui a quatro dias. Gilmar estará esperando por você.

Aboré pegou o papel, olhando interrogativamente para ele. Após, voltou seu olhar para sua companheira de infância. Ela estava cabisbaixa, mas logo devolveu o olhar para ele, fingindo satisfação.

— O que fizeram com você, Vânia?

— Nada. – ela respondeu, olhando para o lado. – Eu já dei meu recado, vou voltar para o meu vagão. Até mais.

E dizendo isso, foi andando rapidamente em direção ao um dos vagões do trem, sem olhara para trás.

Sem mostrar para o seu companheiro que chorava.

Por mais que as coisas parecessem se encaminhar no plano de recrutar as duas novas integrantes, Aboré não estava feliz com isso. A idéia de voltar para a RN lhe dava nojo, mesmo que fosse apenas para executar a missão.

Além disso, o jeito que Vânia usara para convencê-lo foi sujo. Além de ameaçar Sophia, dizia o nome do irmão como se conhecesse a vontade dele. Aboré, como ninguém, sabia quais eram os verdadeiros ideais de Alexandre, e o que estava acontecendo era exatamente o oposto do que ele pretendia quando criou, junto com outras pessoas, a RN.

Pensava em Bill e na sua mente insana que o fez levar Sophia com ele na missão. Por que simplesmente não deixara de escutar o velho? Por que ele simplesmente não deixava Sophia em um lugar qualquer, enquanto fazia a sua missão, e depois de voltar trouxesse ela de volta?

Talvez aquele velho precisasse de cuidados. Sua mente não era mais como foi antes.

O gigante foi andando até a loja onde estava Sophia, olhando para um vestido azul, na vitrine de uma loja.

Ao perceber que ele estava atrás, a garota comentou:

— Queria ter um desses em meu guarda-roupa.

Aboré sorriu tristemente, e constatou, pela milésima vez, que pobreza nada tinha a ver com cor.

— Vamos voltar. Logo o trem parte.

Escurecia em Cidade Doeste, e Romeo andava pela zona sul, procurando por alguém que não sabia quem era ou o que fazia. Muito menos por onde ele deveria andar.

Envolto em seus pensamentos, Romeo caminhava. A noite dava um charme para a cidade, com sua luzes iluminando a rua de paralelepípedos e as poucas pessoas na rua. Os prédios baixos já haviam sido substituídos por casas, indicando que o centro da cidade estava se distanciando, e a área residencial da cidade se aproximava cada vez mais.

Usando sua calça jeans, sua camiseta branca suja e seu colete verde escuro, Romeo procurava dentro do seu interior aquele animal que habitava dentro dele. Do mesmo jeito que havia achado os irmãos rato, queria sentir aquela mesma sensação. Ele apertava a única arma que carregava em sua mão, mas parecia que aquele animal de dentro de si estava dormindo profundamente.

Ele se sentou na frente de uma das casas que ali estavam. A madrugada começava e a escuridão tomava conta, exceto nos pequenos pedaços onde os postes iluminavam a rua.

Romeo pensava se haveria um jeito de ativar esse sentido desconhecido. Imaginou diversas teorias, prováveis e improváveis, até que tudo ficou escuro.

Caiu em sono profundo.

O sono o conduziu o rapaz pelos seus sonhos, até que o dia começou a clarear.

E um forte instinto lhe mandou pular!

Romeo pulou para o lado esquerdo o mais rápido que pôde, rolou para o lado, jogou-se de pé e apontou a sua pistola!

Uma bala pegou seu ombro direito de raspão.

Pulou novamente e se escondeu atrás de um poste!

Não teve qualquer tempo de reação! Ele respirava e tentava entender o que estava acontecendo.

Mais uma vez o instinto lhe jogou para o lado. Mal vendo o que lhe atacava, Romeo entrara em pânico. Sacou sua única arma, a mão esquerda instintivamente sacando a arma fantasma do coldre, e o ombro direito ardendo.

De relance, viu um homem de quase um metro e oitenta mirar a arma que carregava contra ele, uma pistola automática.

Ele atirou novamente, mas errou o alvo. Romeo saiu correndo. Com apenas uma pistola e o ombro direito levemente ferido, ele não conseguiria enfrentar aquele cara.

Dessa vez, o instinto dele mandava fugir!



Escrito por Antero Filho às 11h03
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"E nós éramos apenas duas crianças brincando de planejar o futuro; Mesmo assim, eu me sentia tão completo"

Escrito por Antero Filho às 01h36
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BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese
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