Espaço aberto



Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer a todos que estão vindo acompanhar a minha novela. É essa gratidão que me paga o trabalho que tenho de ficar bolando uma história (já que vocês não me pagam em dinheiro). Eu espero sinceramente que essa empolgação continue, ou melhor, aumente até o final. E se vocês já estão gostando agora, vai ficar melhor mais tarde.

Bom, outra coisa que eu queria dizer. Diferente da novela anterior, está novela não se passa no Brasil. O universo dela é inventado por mim, então haverá muita coisa meio diferente do nosso universo. Somente algumas coisas eu mantive, como por exemplo a moeda deles (real) porque eu acho que certas coisas não precisam ser complicadas.

Aguardem, domingo eu anunciarei o novo concurso. . . . .Até lá, vão esperando

Até mais



Escrito por Antero Filho às 15h07
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No capítulo anterior. . .

Finalmente descobriu-se o nome dele a sua história, ou pelo menos parte dela. Romeo conta para Sophia sobre a pequena parte do seu passado da qual se lembra, mas diz para ele que o que aconteceu ou deixou de acontecer já não importa mais. O que realmente importava para eles, era achar um meio de conseguir sobreviver, e Romeo parecia ter uma idéia. . .

Músicas do capítulo:

I just wanna live - Good Charlotte



Escrito por Antero Filho às 23h54
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J.&.R - Quando a lua se põe

Capítulo três: Irmãos Rato: Recompensa de R$2000,00

 

 

Os dois saíram do galpão onde morava Sophia, a pequena garota dos cabelos compridos até metade das costas, lisos e negros. Estava escurecendo, enquanto a dupla caminhava pelas estradas de Cidade Doeste.

— Então o seu nome é Romeo. – concluiu a garota.

— Foi o que eu disse.

— Sabia que existe uma história que tem um personagem com o seu nome? Quer dizer, na verdade, ele se chama Romeu, com “u”.

— Interessante. – respondeu o rapaz. – E o que acontece na história?

— Bom, ele é apaixonado por uma mulher chamada Julieta e ela também é apaixonada por ele. Só que a família deles são inimigas entre si, e eles não podem se casar.

— Hum. – confirmou ele, mostrando que prestava atenção

— Daí eles resolvem fugir e ela arma um plano. Ela se finge de morta para enganar a família. Mas Romeu não sabe do plano, e acaba sendo enganado também. Achando que a sua amada tinha realmente morrido, ele se mata, porque não agüenta a dor de perde-la. Ela acorda depois e vê que o seu amado está morto, caído no chão, então ela também se mata. Não é lindo? Eles não conseguem viver um sem um outro e preferem a morte.

— Sinceramente, foi meio idiota. Ele devia ter visto que ela não estava morta primeiro.

— Não foi culpa dele, foi o desespero que tomou conta. Mas pensa por um lado. Com certeza, eles vão se encontrar em outra vida.

— Outra vida. . .

Os dois continuaram caminhando pela cidade. A noite ia chegando, e com ela as luzes de lampiões iam acendendo, iluminando o caminho de todos. As pessoas passeavam tranqüilamente pela cidade. Carroças iam e vinham pelas ruas de paralelepípedos.

— A propósito. Qual foi a sua brilhante idéia? – perguntou Sophia

— Vamos passar na delegacia. Sabe onde é?

— Delegacia? Pra que? Quer virar policial?

— Não. Vamos atrás da lista de procurados. Seremos caçadores de recompensas. – disse ele

— Sério?! Igual o que acontece nos livros?! Que dimais!

Romeo virou-se para a garota um pouco indignado.

                — Tudo pra você acontece nos livros. Você gosta bastante de ler, não é?

Escrito por Antero Filho às 23h52
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— É. Bom, é que eu passei praticamente toda a minha infância lendo, conheço muitas histórias.

— Muito bom. – respondeu o rapaz. – Agora você poderia me dizer onde é a delegacia?

— Ah, sim. Segue por aqui.

Os dois simplesmente mudaram de direção, seguindo para seu rumo. Não demorou muito para que os dois chegassem até lá. Ao entrarem, o delegado os encarou, surpreso, sentado em sua cadeira, gordo, com um bigode cobrindo uma parte de sua boca.

— O que vocês querem? – perguntou ele

— Viemos só olhar a lista de procurados.

— Caçadores de recompensas, não é? – disse o delegado, com um sorriso na boca. - É só seguir por aquela direção. – disse, apontando para a direita. – o cartazes estão todos grudados na parede.

Os dois foram andando pela delegacia e observando o estado em que estava. Muito suja, mal cuidada, a parede praticamente sem pintura, havia vazamentos no teto. Um lugar imundo.

Chegaram na parede a qual havia sido apontada pelo delegado e encontraram o que procuravam. Começaram a dar uma olhada nos papéis e nas figuras e recompensas dos sujeitos. Cada pessoa mais estranha do que a outra, até que Sophia virou-se para Romeo e disse:

— Olha aqui. Tem os irmãos rato. Eles valem 2000 reais juntos. São os mais baratos.

Romeo olhou o cartaz e a foto de um homem e uma mulher juntos, de preto, no meio de um furto. Os dois eram baixinhos e um pouco dentuços. Faziam mesmo jus ao apelido de irmãos rato, contando que até a mulher tinha um pouco daqueles bigodes finos.

— Que mulher nojenta. – disse Sophia.

— Esse não. – reclamou o rapaz. – São acusados só de pequenos e médios furtos. Eu gostei desse cartaz aqui.

Sophia foi dar uma olhada no papel que Romeo segurava. Mostrava a foto de um homem gordo, elegante, vestindo um terno branco, com o nariz um pouco arrebitado. Em cima, havia o apelido de “Rinoceronte branco”, que valia 100 mil reais.

— Esse é peixe grande, Romeo. Você não vai conseguir pega-lo. Vamos ficar com os irmãos rato.

— Você ta duvidando da minha capacidade? – perguntou ele

— Não. É que, vamos começar de baixo, não é? Digo, esse é acusado de roubos grandes, assassinatos, formação de quadrilha, seqüestros. – disse ela, muito insegura.

— Ta bom. Eu vou pegar os irmãos ratos, daí a gente parte pro rinoceronte, ta certo? – disse, guardando o cartaz do bandido elegante no bolso de trás da jeans.

— Bom, a gente pode ver.

O rapaz saiu apressadamente até o delegado, estendeu o cartaz na frente dele e perguntou:

— Onde eu posso encontrar esses dois?

O delegado olhou para ele com uma cara cínica, e respondeu:

— Meu filho, se nós soubéssemos não estaríamos oferecendo uma recompensa por eles. Se quiser, busque sozinho.

                Sophia cobriu o rosto em um sinal de reprovação. Romeo fechou a cara e guardou o papel no seu bolso, junto com o primeiro, deu meia volta e deixou a delegacia, acompanhado de sua amiga.

Escrito por Antero Filho às 23h50
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Quando os dois estavam saindo, a garota virou-se para seu companheiro e perguntou, ainda um pouco confusa:

— Como você pode ter tanta ganância de pegar alguém grande como o “Rinoceronte Branco” sem nem ao menos ter experiência? Digo, você nem teve chance de saber do que você é capaz.

— Eu não sei. O que eu posso dizer é que é algo que vem de dentro. Uma vontade enorme de ir atrás de quem me dê desafios. Foi isso o que eu senti quando olhei para aquele cartaz.

A garota olhou ainda confusa para o seu parceiro, mas se ele estava dizendo tudo aquilo, deveria ter algum motivo, ou pelo menos, ele não estaria mentindo para ela. Romeo estava empolgado, pegou Sophia pelo braço e os dois começaram a andar pela cidade. Já passavam das oito horas da noite, somente algumas pessoas circulavam pelas calçadas assim como poucas carroças ainda estavam nas ruas.

— O que você está fazendo, Romeo? Nós nem sabemos onde temos que ir, por que tanta empolgação?

— Já ouviu falar em intuição?

Sophia iria argumentar, mas Romeo a interrompeu, pedindo para ela fazer silêncio. Ela já não estava entendendo mais nada, mas mesmo assim resolveu obedecer ao pedido dele. Tudo ficou quieto por algum momento.

O que Romeo estava sentindo era algo que ele não poderia explicar. Algo que vem de dentro, que é mais forte. Algo que pode ser considerado quase que como um instinto. Uma vontade subiu-lhe a cabeça. Estava atento aos sons, movimentos, cheiros, tudo. Estava simplesmente pronto. Pronto para qualquer coisa.

Passaram-se uns dois minutos sem que qualquer um deles se manifestasse. Sophia já iria pedir para que Romeo explicasse o que diabos ele estava fazendo, contudo antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele saiu correndo, em disparada.

Ela levou um susto e quase gritou. Antes que ela pudesse sequer raciocinar o que ele havia feito, ele já estava desaparecendo da vista dela, virando em outro quarteirão. Sendo assim, Sophia começou a correr o máximo que podia para não perder o seu companheiro de vista.

Romeo estava simplesmente agindo por intuição, ou instinto, ou qualquer coisa que pudesse se encaixar no quadro. Ele não pensava, não planejava; agia.

Ele corria, como podia, por vários lugares, passando por muitas construções, pessoas, carroças. Chegou perto de um beco onde as construções ficavam muito perto uma da outra. Aproveitando a proximidade das paredes, Romeo deu dois saltos de uma para outra até que finalmente alcançou o primeiro andar de uma delas. Deu uma boa olhada para a cidade e avistou duas pessoas, ao longe, vestidas de preto, correndo. Ali estavam os dois irmãos que eles procuravam.

Sem perder mais tempo, Romeo desceu em um pulo e saiu correndo, passou por Sophia, que estava morta de cansaço sem nem ao menos vê-la, esta por sua vez, percebendo que o gás do rapaz ainda não havia acabado e que ele correria tudo aqui novamente, decidiu acompanha-lo a pé e rezar para que fosse no caminho certo.

Era algo impressionante! Depois de apenas poucos minutos que ele viu os dois ladrões, já os havia alcançado. Parece que os dois acabavam de executar um outro fruto e estavam fugindo, enquanto que Romeo já estava no encalço de ambos.

Os dois irmãos perceberam que estavam sendo caçados e decidiram perder-se nos becos da cidade. Imundos, perdidos, pequenos, variados. Um verdadeiro labirinto sujo. Sem saber onde estava entrando, Romeo começou a andar calmamente, com as mãos perto de suas pistolas.

Rápido! Um tiro! Um grito! Romeo chega perto do alvo e encontra o homem de preto, baixinho, com uma cara mirrada de dor, seus dentes grandes para fora e seus bigodes, deitado no chão e reclamando da dor. O tiro pegou bem no ombro esquerdo do ladrão.

O rapaz apontou uma de suas pistolas para ele e perguntou:

— Onde está a outra?

                Enquanto isso, a outra irmã pairava em cima dele, preparando uma armadilha.

Escrito por Antero Filho às 23h50
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Prêmio entregue

Finalmente o prêmio do 3° concurso do meu blog foi entregue. Está aí Gabi Aguiar, vencedora do concurso do 1000° comentário, com seu prêmio, que era qualquer coisa que custasse até R$10,00 . Pois bem, ela escolheu um croisant de chocolate e uma coca-cola. Parabéns Gabi, o seu prêmio está entregue. Agora todos aguardem ansiosamente pelo próximo concurso.

O blog do Antero, mostrando que cumpre com seus compromissos. . .



Escrito por Antero Filho às 10h45
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BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese
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