Iara sorriu, e decidiu levar os dois até a verdadeira base. Andou até uma pequena portinhola no chão e chamou seus companheiros, que foram na mesma hora. Ela abriu a portinhola, que levava a um túnel subterrâneo. Assim, ela foi na frente e os outros dois a acompanharam no caminho para baixo.
Depois que descer cinco metros, eles começaram a andar pelo túnel escuro, iluminado apenas por algumas velas em alguns cantos. Se até ali, eles já achavam tudo estranho, não queriam nem saber como seria o resto da base.
Após alguns minutos caminhando, finalmente alcançaram uma escada. Subiram e chegaram a uma sala, tão mal iluminada quanto o túnel. Iara abriu uma porta, e eles estavam dentro de um prédio, iluminados pela luz do dia. Era o térreo, com a porta de saída, a escada que levava para os outros andares, e a porta de onde vieram. O corredor era um pouco estreito, mas era possível duas pessoas passarem ao mesmo tempo. Havia uma placa pendurada na porta pela qual vieram, com a seguinte inscrição: “depósito”.
Seguindo a amiga indígena, Romeo e Sophia andaram até a escada e começaram a subir, apesar de ter um elevador ao lado. Chegaram no primeiro andar e Iara começou a dizer:
— Há quatro apartamentos cada andar. Neste andar, moro eu, Aboré e vai morar Diego.
Passaram olhando o lugar, que parecia muito ajeitadinho. Nos corredores havia janelas, por onde passava a luz solar e deixava tudo claro. Subiram mais um andar, e a disposição dos apartamentos era a mesma.
— Neste andar, vão morar vocês dois, um em cada apartamento, e mora Érik, ainda sobrando outro apartamento.
Continuaram a subir as escadas, que eram circulares. Sophia e Romeo apenas observavam tudo, sem dizer uma palavra.
— Terceiro andar, fica os experimentos de Érik. É aqui que ele trabalha nas suas experiências e descobertas.
Quando passaram pelo terceiro andar, para chegarem no quarto, depararam-se com uma porta, tampando a passagem para o corredor do quarto andar. Iara abriu-a.
— Estes dois apartamentos da direita são do Bill e esses dois da esquerda são nossa sala de reunião, onde pode vir qualquer um do prédio. Quando há missões, nos reunimos aqui, para discutirmos. Só conversamos naquele casebre por causa da ocasião. – ela terminou, olhando para os seus companheiros. – agora que a base toda vocês conhecem, peguem seus apartamentos no segundo andar. Só não o 23, que é onde mora o Érik. As chaves estão na mesa.
Romeo olhou para Sophia e vice-versa. Não demorou para que eles descessem toda a escadaria correndo e escolhessem seus apartamentos. Chegaram e o rapaz pegou o apartamento número 21 e a garota pegou o de número 22, logo ao lado.
Perto do galpão, aquilo era maravilhoso. Uma sala, um quarto, uma cozinha e um banheiro. Mesa, duas cadeiras, cama, uma estante e algumas louças e talheres. Ficaram ambos maravilhados com tudo aquilo. Estavam aproveitando muito o novo apartamento, Sophia deixando suas coisas e Romeo olhando pela janela da sala, quando a campainha deles toca.
Um achando que era o outro, eles atendem a porta quase que simultaneamente e tem uma surpresa ao verem quem era.
Um rapaz de quase 1,70m, magro, com um cabelo enrolado, quase que estufado, com os olhos um pouco para fora e um sorriso meio maníaco, estava encarando os dois, que tiveram o mesmo pensamento: “Que cara estranho”.
— Prazer, eu sou Érik. Vocês devem ser Romeo e Sophia. Antes de se juntar ao nosso apartamento, eu quero fazer uns exames com vocês.
Sophia e Romeo entreolharam-se assustados.
Escrito por Antero Filho às 01h06
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