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No capítulo anterior. . .
Finalmente Romeo e Sophia mudam-se definitivamente para a base dos Missionários, deixando o velho galpão para trás. Passam pela entrada secreta da espelunca e, guiados por Iara, conhecem todo o prédio.Os dois recebem os seus apartamentos e ficam com um espaço muito bom dentro da base, quando na porta deles, bate um cara estranho, membro dos Missionários, chamado Érik, que diz querer fazer alguns exames com eles.
Sem músicas neste capítulo
J.&.R - Quando a lua se põe
Capítulo dezoito: Exames e convivência
— Exames de sangue, exames de vista, exames psicológicos, exames físicos. Testes de resistência. – foi falando Érik. – Todos os exames serão feitos, mas tudo ao seu tempo, farei o que for possível agora. Preciso ter uma ficha completa do físico e do psicológico de vocês.
Os três caminhavam para o terceiro andar. Quanto mais Érik falava, mais estranho Sophia e Romeo achavam que ele era. Tinha um jeito de falar meio obsessivo, como se ele realmente precisasse de tudo aquilo, seja para salva-los, ou quem sabe, dominar o mundo. Ele agia com tanto entusiasmo, como alguém que fez uma nova descoberta. Chegaram no corredor do terceiro andar.
— Você é médico? – perguntou Sophia
Ele parou repentinamente, virou-se para os dois novos integrantes de missionários, e disse com todo o orgulho e entusiasmo.
— Médico, psicólogo, inventor, cientista, químico, físico e. . . Um pouco conhecedor de armas.
Os dois levaram um susto. Não pela qualificação proclamada por ele, que de fato era muito impressionante, mas pelo jeito que ele disse tudo aquilo. Entretanto, continuaram seguindo aquele estranho. Sabiam que precisariam, de uma maneira ou de outra, passar por aquilo.
Escrito por Antero Filho às 01h16
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A noite chegou e assim, Diego sentiu-se seguro para sair da casa de Klaus e seguir para a base. Carregando a sua arma, com sua jaqueta vermelha e uma cruz de prata pendurada em seu pescoço, ele andava pensativo. Fazia tempo que “ele” não aparecia. Achava estranho, talvez “ele” estivesse com medo e por isso não dera as caras tão cedo. “Deixa” – pensou Diego – “melhor mesmo que não apareça agora.” Mas no fundo, sabia que “ele” não tinha sumido.
Não demorou muito para que chegasse até a velha espelunca naquele lugarzinho abandonado. Encontrara do jeito que esperava encontrar: vazia, a velha cadeira e a velha mesa ali, caindo aos pedaços. Pegou-se num pensamento profundo. Em verdade, um grande questionamento sobre o porque de estar ali. Pensava nela.
Decidiu se mover e foi procurando alguma passagem que pudesse leva-lo até a base. Lembrava-se de Bill avisa-lo sobre isso na primeira noite que esteve ali. Andou procurando, até que achou uma portinhola no chão que, ao abrir, mostrava um caminho levando-o a cinco metros abaixo do chão. Desceu.
Seguiu por todo o caminho mal iluminado até chegar do outro lado. Subiu. Apareceu no mesmo quarto onde Iara, Sophia e Romeo haviam entrado horas antes. Abriu a pequena porta a sua frente.Olhou em volta da nova câmara, como se esperasse encontrar alguém, mas não viu viva alma naquele lugar. Passou pela abertura e fechou a porta que continha uma placa, com a inscrição “depósito”.
Continuou caminhando, até que encontrou-se com Iara, descendo as escadas. Os dois se encararam por um momento, até que Iara disse:
— Você ficará no primeiro andar. Pode o apartamento 13 e 14 pegar. As chaves estão na mesa. Depois eu te apresento o resto do prédio. – e dizendo isso, dirigiu-se até a porta pela qual ele acabara de passar.
Diego agradeceu com a cabeça e subiu as escadas para o primeiro andar. Olhou os quatro apartamentos. Decidiu ficar com o número 13, já que era um pouco mais afastado da escada. Entrou e encontrou, como sua companheira havia dito, as chaves em cima da mesa. Trancou a porta, deixou sua arma em uma das estantes que lá havia e deitou na cama, pensativo.
— Hoje é dia 25. – falou Érik. – A missão mais próxima de vocês é dia 28. Quero que vocês deixem de comer hoje às 9 horas. Para o exame de sangue, vocês não podem ingerir nada por 12 horas. Não se preocupem, estarão bem para a missão. Nesse meio tempo, até o dia 28, permaneçam o maior tempo possível no prédio, quero vocês a minha disposição. Sei que há mais um integrante, o Diego. Farei exames nele também, por isso tudo vai demorar um pouco.
Sophia e Romeo simplesmente concordaram com a cabeça, enquanto Érik virava-se para duas folhas de papel e fazia algumas anotações nela.
Até o dia 28, houve vários exames dentro daquele prédio. Diego também se assustou com a aparição do cientista em seu apartamento e também o achou uma pessoa bem estranha. A recíproca também era verdadeira, de fato. Os exames de sangue foram feitos, assim como exames de resistência física, inclusive para pequena Sophia, que supostamente não seria colocada a provas físicas, ou pelo menos não fora aceita com esse propósito.
Inclusive Klaus fora chamado várias vezes para que fosse submetido a alguns testes, mesmo que não fosse morar ali. Assim, não se viu o paradeiro de Aboré, que segundo o próprio Bill, estava em uma missão, mas que ele não dizia especificamente qual era. Toda vez que Sophia, ou Romeo perguntavam a ele o que o grandão estava fazendo, o velho respondia, olhando como se essa resposta fosse mais do que suficiente: “Algo de extrema importância”.
Em relação à convivência, nada mudou exatamente. Romeo e Sophia ainda pareciam morar no mesmo lugar e tratavam-se normalmente. Mesmo porque, ambos se sentiam mais seguros e à vontade na companhia do outro, já que ninguém além deles parecia normal. Érik, com suas invenções e exames, Diego na sua quietude e frieza, Bill nos seus vagos pensamentos e Iara no seu misterioso jeito de agir. Algumas vezes Klaus aparecia, e mesmo Romeo não gostando muito dele, tinha que admitir que era a pessoa mais sociável para ele e Sophia.
Na véspera da missão dele, Érik começou com o exame psicológico. Começou perguntando algumas coisas, tanto para Diego, quanto para Sophia e Klaus. Sabendo da condição especial em que Romeo se encontrava, ele fez perguntas diferentes, sobre o que ele ainda conseguia se lembrar, se algum dia já tivera sonhos muito reais, se lembrava-se de alguém antes do dia em que fora encontrado. Mas tudo o que Romeo havia dito de antes de ser encontrado, era o seu nome e o maldito número 515416.
Érik ficava pensativo, tentava encontrar alguma conexão, alguma lógica para aquele número, mas não conseguia. E assim estagnou-se todo o esforço sobre desvendar o passado de Romeo.
Escrito por Antero Filho às 01h12
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O pobre rapaz continuava em sua cama, pensativo a noite. Ele não conseguia se lembrar de nada, mas sentia. Sentia um vazio tão enorme e tão doloroso. Era como se sentisse falta, como se sentisse saudades de alguém que significasse tanto para ele, mas não sabia quem era. Não conseguia imaginar alguém que pudesse completar aquele vazio, que aumentava a cada dia que passava.
Tinha vontade de sair procurando, por alguém, por algo. Algo dentro dele que gritava e pedia desesperadamente para que encontrasse essa pessoa. Mas não sabia o que era aquilo. Será que era mesmo falta de alguém? Sentia-se tão sozinho.
Alguém bate na sua porta, no meio da noite, na véspera do dia da missão. Ele levanta-se e vai atender. Era Sophia.
— Não pense nada de errado. – disse ela. – É que, eu não gosto muito de dormir sozinha e, bom, eu achei. . .Quero dizer, não quis te incomodar, se você não quiser. . .
— Entre.
Romeo sorriu e esqueceu um pouco daqueles seus pensamentos solitários. Talvez ele só tivesse um pouco carente de passado, carente de alguém que viesse procurar por ele porque o conhecia, e não porque era um ótimo pistoleiro.
Mas algo dentro dele dizia que não era isso.
Os dois deitaram na pequena cama de Romeo e tentaram dormir. Ficaram um pouco calados, olhando para o teto do apartamento, quando o rapaz decidiu perguntar:
— Quantos anos você tem?
— 16, faço 17 em maio, dia 7. E você?
— Eu. . . –parou Romeo, por um tempo. – Eu não sei. Não sei quantos anos eu tenho, nem quando eu faço aniversário.
Ficou tudo em silêncio por um momento, até que Sophia virou-se e falou:
— Deixe-me ver. – e ficou olhando para o rosto do rapaz. – Você tem cara de 18 anos.
— 18 anos?
— É.
Os dois riram um pouco. Conversaram sobre mais algumas coisas bobas, até que a garota não agüentou e caiu no sono. Romeo continuou mais um pouco acordado, olhando para a garota, que dormia tranqüilamente.
— E se você não voltar? – disse Sophia
— Pode ficar tranqüila. – disse ele, abraçando a garota mais forte. – Eu prometo que volto. Eu prometo.
Essa lembrança ele tinha guardada no fundo de sua mente.
Finalmente chega o dia da missão, faltava apenas esperar até a noite, quando ela realmente ocorreria. Érik acordou, terminou seus últimos retoques dentro de seu andar, pegou alguns papéis da sua mesa, com várias anotações que havia feito dos quatro recém chegados aos Missionários e dirigiu-se para o andar de cima.
Era de manhã, quando tocou a porta do quarto de Bill. Este se levantou pacientemente e abriu sua porta. Com todo o entusiasmo que Érik já havia apresentado durante todos aqueles dias, ele disse:
— Aqui estão os resultados de alguns exames, falta só o psicológico, que demora mais.
Bill olhou para o seu subordinado e perguntou:
— Como combinamos. Vamos ver o que você tem a dizer sobre eles.
Escrito por Antero Filho às 01h12
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Pois eh .. .estava aqui, trabalhando na minha novela, quando me dei conta de que vou viajar no final do mês. . e passarei a quarta feira longe . . logo, naum poderei postar o capítulo. . . como eu já estava devendo um capítulo pra vocês, acho que isso amplia minhas obrigações . ..jah vi que vou ter de repará-los de alguma forma. .
Dessa vez não é falta de tempo. . mas um pouco de falta de idéias mesmo, preciso parar para pensar na novela e não estou achando mto saco pra isso. . .queria era ficar assistindo Lost, hahaha
Bom galera, o que eu queria dizer é. . . eu ainda preciso de um desenhista. Sério, vcs me conhecem e sabem que meus dons artísticos foram esquecidos na minha outra vida, mas eu queria muuuuuito fazer desenhos dos personagens da minha novela, então, se alguém estiver disponível para desenhá-los, eu pago, compro o desenho. Se vc desenha bem, ou conhece alguém que desenha, por favor. (e que de prefêrencia, entregue o desenho no prazo)
UMA PEQUENA HOMENAGEM ALLA AZURRA. . . . I giocatore italiani che sono campioni Congratulazione!!! Tetra campeã! Espero que com isso, o Brasil jogue melhor, sabendo que tem uma seleção que pode alcançá-lo.
(Não foi lindo ver o Zidane sendo expulso?)
Obrigado galera. . .teh mais
Escrito por Antero Filho às 23h54
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