ENQUETEEEE NOVA!!! MAS SÓ LEIAM DEPOIS DE LEREM O 23° CAPÍTULO. No lado direito do site (>>>) na faixa cinza escura, lá em baixo. VOTEM!!
Ps: o autor não necessariamente compartilha das idéias de seus personagens.
Escrito por Antero Filho às 00h12
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No capítulo anterior. . .
Diego atirou em Marcus e acabou matando-o. Depois da confusão, Gordon sai correndo com a mala da arma, seguido de seus capangas. Para não deixar a mercadoria escapar, Julieta e Cláudio perseguem o comprador. Enquanto isso, Diego e Klaus cortam a cabeça de Marcus, como prova do trabalho, e retornam para a base, enquanto Romeo, fugindo de Crunch, rouba a maleta de Gordon e é atingido pela marreta do gigante antes de cair no mar.
Sem músicas neste capítulo
J.&.R - Quando a lua se põe
Capítulo vinte e três: Voltando para base
— Mas querido. E se não conseguirmos?
— Não pense assim, querida. Nós temos para podermos viver como queremos.
— Mas eu tenho medo de que algo dê errado.
— Eu sei. Mas se não fizermos, não seremos felizes.
Romeo abre os olhos. Os raios de sol invadem sua retina, olha para o lado. Está em terra firme
Cidade Doeste, Silbra. 29 de fevereiro de 1800 do ano cerimonial.
Depois que ele acordou ele sentiu a dor da marretada que havia levado antes de cair no mar. Passou a mão pelo local e viu que havia um pequeno curativo no lugar.
Estava numa praia. Olhou em volta e viu que não estava sozinho. Iara se encontrava comendo um peixe na fogueira. Pelo jeito, ele havia sido resgatado por ela.
A indígena viu que o cabeludo acordou, sendo assim, ela se levantou, foi até ele e entregou um peixe no palito, dizendo.
— Vem, come no caminho.
Depois de dizer isso, começou a caminhar na direção oposta ao mar. Eles estavam em uma praia deserta, mas ainda o território de Cidade Doeste. Romeo pegou o peixe, levantou-se rapidamente e, depois de dar uma mordiscada, alcançou Iara. Tantas coisas que queria perguntar e nem sabia por onde começar.
— Como você me resgatou?
— Nadando. –respondeu ela, sem olhar para ele
Romeo pensou. Concluiu. Foi uma pergunta besta.
— E a maleta? Achou?
— Não, pra você eu dei mais atenção.
Escrito por Antero Filho às 00h06
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O rapaz pensou um pouco. Percebera agora que ela falava um pouco estranho, pelo menos na colocação das palavras na frase. De uma hora para outra, ele percebeu a presença de Iara no grupo e se perguntou qual seria o passado dela.
Aliás. Qual era mesmo o seu passado?
— E Diego e Klaus? Conseguiram cumprir a missão?
— Sim.
E com essa, Iara completou uma seqüência de respostas sem qualquer empolgação ou sequer olhar para o rosto de seu companheiro. A impressão que Romeo tinha é que ela era antipática, mas não sabia que esse era realmente o jeito dela. Ele não sabia, o que havia acontecido com ela.
Os dois seguiram então por dentro dos territórios de Cidade Doeste, para voltar à base. Durante todo o percurso, eles não trocaram uma palavra.
Sophia estava na base, no seu apartamento, fechada lendo o jornal. Começara com esse hábito desde que Bill passou a comprar jornais, para não deixar a pobre garota sem ter o que fazer. Tinha em mãos o jornal do dia, lendo as matérias:
“O atual presidente da República, Antero Borges, começou a dar seu discurso em Cidade Delleste prometendo melhorar as condições de vida”.
"O candidato do PTS, José Carlos, chama o rival para um debate no Palácio da Prata, em Cidade Docentro".
Era ano de eleições presidenciais em Silbra, mas isso não era tão interessante para ela. Não era obrigada a votar e também não tinha a menor vontade de fazer voluntariamente. Sabia que a política do seu país era suja, assim como todo silbraense, e quanto menos ela pudesse se envolver nisso, melhor ela se sentiria.
Mas isso era a coisa que menos preocupava a sua cabeça. Naquele momento, ficava pensando se Romeo estaria bem. Quando Klaus e Diego chegaram sem o cabeludo na noite anterior, ela não acreditou. Perguntou aos dois o que havia acontecido com ele, mas só disseram que o viram caindo no mar e mais nada, pois voltaram para trazer aquela cabeça nojenta de Marcus Maraicus.
Depois disso, Bill os chamou para a sua sala, no último andar e após algum tempo, Iara saiu da base para procurar por Romeo, mas até aquela hora eles não haviam voltado. Ela ficava refletindo sobre o que faria naquele lugar se não o tivesse por perto. Seria o terror, pois por mais que já tivesse convivido alguns dias com aquelas pessoas, não se sentia à vontade com eles como se sentia com Romeo. Ela estava muito preocupada.
Enquanto isso, Diego dentro de seu apartamento naquele prédio da rua Galhos Secos. Continuava pensando no que aquele homem do chicote havia lhe falado, sobre sua recompensa ser de 30 mil reais. Ele tinha certeza que o culpado disso era Frank Huter, o desgraçado que o havia separado de sua amada. Agora, ele estava na lista dos mais procurados do país, o que não o deixaria mais em paz.
Romeo e Iara chegaram finalmente àquela casa caindo aos pedaços, a entrada da base. Passaram pela portinhola, o corredor escuro, a escada e chegaram àquele prédio, onde ficava a própria base. Os dois subiram as escadas e o rapaz já estava esperando para tocar a campainha de Sophia, quando Iara o puxou pela camiseta dizendo que primeiro ele teria que falar com Bill.
Subiram até o último andar, na sala do grande chefe dos Missionários.
— Muito bem Iara. – disse o velho Bill, ao entrarem na sala. – Missão cumprida, te agradeço.
Iara fez um sinal com a cabeça, pedindo para se retirar. Bill consentiu o pedido dela e assim a indígena se retirou do lugar. Romeo ficou parado, esperando o que quer que seu chefe pudesse falar.
— Eu queria lhe parabenizar, Romeo. Vocês fizeram um ótimo trabalho.
— É. Fiquei sabendo que eles conseguiram matar Marcus.
Escrito por Antero Filho às 00h02
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— Sim, e você foi essencial nisso. Assim que o contratante pagar o resto da dívida, eu lhe pago a parte que devo, rapaz. É assim que se faz negócio.
Romeo olhou e não respondeu nada. Virou-se para Bill e perguntou:
— Eles me deixaram lá, não foi?
O velho não respondeu, Romeo foi mais longe.
— Talvez isso não seja uma equipe.
E dizendo isso ele foi embora, saindo pela porta. Mas antes de fecha-la, ele virou-se e perguntou.
— A Iara, o que há com ela? Por que ela é assim, tão antipática?
Bill encarou o rapaz e disse:
— Ela passou por muitas coisas na vida dela. Tenha paciência, pois ela não consegue confiar em ninguém ainda.
Romeo entendeu e deixou a porta fechar atrás de si.
— ROMEO! – a voz de Sophia
Iara havia contado a pobre garota sobre o que havia feito e ela foi correndo até a porta da sala de Bill, recepcionar o rapaz com um longo, desesperado e forte abraço. Ele apenas sorriu, também estava cheio de saudades da pobre garota.
— Eu fiquei com medo de você não voltar.
— Eu prometi para você que eu voltava, não prometi?
Ficaram mais algum tempo abraçados, até que voltaram para seus apartamentos e Romeo contou como foi a sua aventura para sua companheira.
Enquanto isso, Bill avisou aos demais que faria quase que uma festinha na sala de reunião, que era feita, segundo ele, sempre que uma missão era bem-sucedida. A aprovação foi geral e todos começaram a se animar um pouco, largando um pouco as tensões daquela vida estressante que era a vida de missionário.
Também se espalhou que Aboré havia retornado de sua missão, mas que ainda não havia dado as caras porque se encontrava na sala de Bill, conversando com o chefe. O que Romeo percebeu, nesse meio tempo em que ficou refletindo, assim como Sophia, era que Iara e Aboré eram missionários tratados de maneira diferenciada do Bill. Parecia que os dois já o conheciam há muito tempo e obtiveram toda a confiança do velho.
Quando estava chegando a noite, todos foram se arrumar mais ou menos do jeito que podiam. Tomaram banho (coisa que alguns não faziam há algum tempo) e colocaram roupas mais bonitas, ou pelo menos quem tivesse alguma diferente para colocar, o que não era o caso de Romeo, Sophia ou Diego, que só possuíam a roupa do corpo.
Klaus veio da sua casa até a base, com uma roupa muito elegante. Não era a melhor que ele tinha, mas já era mais do que vestiam os seus companheiros. Juntou-se com Romeo, Sophia, Diego e Érik e foram todos para a sala de reunião, onde o velho Bill, Iara e Aboré já aguardavam.
Quando todos entraram naquele lugar e tudo já estava pronto para começar, algo que ninguém esperava acontece, para tirar o clima de festa: Diego olha espantado para Aboré, e exclama:
— O QUE ESTE NEGRO ESTÁ FAZENDO AQUI!?
Escrito por Antero Filho às 00h00
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Então, galera. . para quem estava com saudades de meus poemas, aqui vai um que eu fiz recentemente. Espero que gostem. Não se esqueçam da novela na quarta. . Obrigado
“Ela me disse que ia desistir da vida
E me disse que não vai mais agüentar
E eu lhe disse que isso tudo era bobagem
Que se matando ela só ia me matar
E me morrendo pela boca de minha amada
Foi um tormento até acabar em nada
Justo eu que pensava em me casar. . . .
E enquanto ela colava o seu rosto
Junto ao meu peito para assim se consolar
Eu pensava “a vida é maravilhosa
E é com ela que eu quero me casar. . . “
Ela me disse que ia desistir da vida
E me disse que não vai mais agüentar
E eu lhe disse que isso tudo era bobagem
Que se matando ela só ia me matar
Mal sabe ela o quanto é importante pra mim
Porque minha boca não entende o coração
E as palavras saem confusas e estranhas
E só acabam piorando a situação
E de palavras e gaguejos incessantes
Não lhe falei o que queria lhe falar
Que era com ela que eu queria estar. . .
E assim ela colava o seu rosto
No travesseiro da sua cama a chorar
Justo eu que queria me casar. . .”
Escrito por Antero Filho às 22h47
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