Espaço aberto



Eu sei, eu sei que tem um certo (muito) atraso na novela. Mas não posso fazer nada, estou tentando o que posso para entregar o menos atrasado possível. Peço que me perdoem. Aproveitem o capítulo de hoje e não se esqueçam da enquete nova, que está do lado direito do blog, na faixa cinza escura. (>>>) .. teh mais galera.

Escrito por Antero Filho às 15h51
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No capítulo anterior. . .

Toda a história de Klaus foi contada, de quando ele havia sido trapaceado na luta contra o irmão e de como deixou a família. Tudo foi explicado, até quando todos achavam que ele era o responsável pelo sumiço das armas de ouro. Sendo assim, ele decidiu recuperar as armas de ouro, para limpar o seu nome.

 

Sem músicas neste capítulo

 

J.&.R - Quando a lua se põe

Capítulo vinte e seis: "Ele"

 



Escrito por Antero Filho às 15h45
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Cidade Doeste, Silbra. 1° de março de 1800 do ano cerimonial. 1° Departamento de policia.

Um prédio enorme, o primeiro departamento construído em toda Silbra e que ainda estava em pé. Ocupava pouco mais de dois quarteirões, suas estruturas eram da época colonial do país, possuía a coloração amarelada muito desbotada, mas ainda era um lugar de impor respeito.

Em uma dessas salas, uma reunião estava sendo feita. O tenente Clóvis, um homem já de seus 28 anos, medindo 1,79m, os cabelos lisos, curtos e a franja caindo no canto do olho esquerdo. Fumava um cigarro enquanto estava falando com seus subordinados.

— A lista de procurados aumentou este mês. Só nesta última semana, entraram mais cinco. Certo que um deles foi encomendado pela família, mas de restante só o governo está atrás. – dizendo isso, pegou os cartazes na sua maleta. – Esses dois aqui, de menor valor: Romeo e Klaus, com cinco mil reais pela cabeça deles. Outro, que está proclamado como o Andarilho, que vale quinze mil reais. – o cartaz mostrava a foto de um homem sujo, com uma barba enorme e sorrindo cinicamente – Mais um, chamado Lâmina, que está valendo vinte e cinco mil reais – no cartaz aparecia o desenho de um homem de cabelos cumpridos, era um retrato falado - e para terminar, este filho da mãe do Diego Fran Montoro que está valendo trinta mil reais. A partir desse mês eu quero ver mais eficiência e quero esses putos na cadeia, cumprindo até o último segundo de sua pena.

Terminando de dizer isso, todos ficaram calados, enquanto Clóvis continuava a observar a reação de seus subordinados.

— Dispensados senhores. Aguardem agora uma reunião oficial para que eu possa passar instruções mais detalhadas.

Todos os senhores fizeram o sinal de sentido e se retiraram da sala, Clóvis foi o último, depois de guardar os cartazes, menos um, que ficou olhando por algum tempo. Era o cartaz de Romeo, o homem que não tinha acusações no seu cartaz de procurados e não havia a palavra “morto” do “vivo ou morto” impresso. “Não pode ser” – pensou consigo – “Deve ter sido um erro de impressão”.

Enquanto isso, na rua Galhos Secos, base dos Missionários, o ex-presidiário estava acordando de seu sono profundo dentro do seu quarto. Ele vestiu sua jaqueta vermelha e estava para sair de lá, mas estranhamente deixou a sua mala dentro do apartamento. Quando abriu a porta, deu de cara com Romeo e Sophia.

— Diego?! – exclamou Sophia. – Você não ia embora?

— Eu?! – respondeu o loiro. – Bom. . . Eu acho que mudei de idéia, hehe.

Romeo e Sophia se entreolharam sem entender o que havia acontecido, mas não fizeram nada de mais. Romeo foi até o seu companheiro então, estendendo a sua mão.

— Que bom então, que você desistiu de sair. Você será muito importante aqui.

O ex-presidiário pegou a mão de Romeo e o puxou para si, trazendo o rapaz e dando-lhe um forte abraço. O cabeludo não entendeu o gesto de seu companheiro, mas devolveu o abraço ao rapaz.



Escrito por Antero Filho às 15h41
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— Obrigado por me tirar daquela cadeia, cara. – falou o loiro. – Você realmente salvou a minha vida.

A garota, assim como o rapaz, não estavam entendendo nada daquela atitude. Desde quando Diego era tão caloroso assim? Ainda mais depois do que havia ocorrido na noite anterior.

O ex-presidiário então afastou-se de Romeo, deu um tapa em seu ombro e deixou-os, subindo as escadas para o segundo andar. Ele foi seguindo até chegar a sala de Bill. “Essa deve ser a sala do velho” – pensou consigo. Bateu e pediu licença. O chefe dos missionários olhou para o visitante e pediu para ele entrar

— Fale Diego.

— Bom. Eu. Hã. . . Tenho uma grana ae pra receber, né?

Bill encarou o loiro, mas não fez isso por muito tempo.

— Ah, sim. Claro. Aqui está a parte que lhe devia. Dois mil reais por ter cumprido a missão de Marcus.

O rapaz foi então pegar a quantia que lhe era devida.

— Ah propósito, Diego.

O rapaz continuava a recolher suas notas, distraidamente.

— Diego! – chamou Bill novamente. – DIEGO! – o loiro olhou assustado para o chefe. – estou lhe chamando, presta atenção.

— Ah, me desculpe, é que esse não é o meu. . . –e parou de falar repentinamente, como se tivesse falando alguma besteira.

O silêncio tomou conta novamente daquela sala. Bill estava achando tudo aquilo muito estranho. Perguntou se ele estava se sentindo bem, e a resposta do rapaz foi afirmativa. O chefe continuava a encarar o rapaz, como se soubesse muito bem que havia algo diferente, mas ainda não sabia dizer o quê. Desistindo então de analisar, o velho disse:

— Érik está procurando por você. Ele ainda não terminou alguns exames. Passe na sala dele quando sair daqui.

 O loiro confirmou com a cabeça e deixou a sala. Quando estava andando pelo prédio, foi se perguntando onde deveria ser a sala do tal Érik. Ainda caminhando, ele se deparou com a última pessoa que poderia gostar dele naquele grupo: Aboré.

Ele olhou para a figura do ex-presidiário e logo se lembrou da noite anterior, quando Diego foi, sem comparação, a pessoa mais nojenta daquele mundo. Contudo, quando Aboré o encarou, viu que o olhar do ex-presidiário era diferente, e talvez fosse exatamente aquilo que o fez ficar imóvel na frente do rapaz. Este, por sua vez, foi se aproximando do grandão lentamente, até finalmente chegar frente a frente.

— Você deve ser o Aboré, não é? Reparei mesmo pela cor de sua pele. Você poderia me responder uma pergunta?

Aboré encarou o rapaz, sem entender absolutamente nada. Na noite anterior, ele o repudiava, agora chegava sem qualquer receio querendo uma informação. Mas quem diabos ele pensava que era?

— Você está com algum problema? – perguntou Aboré, cerrando as sobrancelhas. – Você precisa ver o Érik, cara.

— Isso mesmo! – exclamou o loiro – Como você sabia?

Aboré não entendia mesmo o que ele estava fazendo, mas com certeza perdeu parte do seu receio. Pensou um pouco, ainda olhando para ele, e disse:



Escrito por Antero Filho às 15h40
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— Deixa pra lá. A sala do Érik fica no terceiro andar, todo o terceiro andar é para suas experiências e etc.

— Obrigado grandão! – e dizendo isso, saiu de volta por onde veio, subindo as escadas para o terceiro andar.

Aquilo estava muito estranho. Mas o fato era que Aboré perdeu um pouco da raiva que tinha. A noite anterior não fora a primeira vez que sofrera por causa da cor de sua pele. Já vira muita gente sofrer por causa disso, inclusive sua família. O seu passado havia sido, de certa forma, marcado pelo racismo.

Mas o que era importante naquele momento, é que aquele que acabara de conversar com ele era, sem dúvida alguma, outra pessoa.

O loiro subiu todas as escadas até finalmente chegar ao terceiro andar. Ao alcançar seu objetivo, bateu em uma das portas, mas Érik acabou aparecendo em outra, seus cabelos cacheados e compridos todos bagunçados, vestido em seu inseparável jaleco branco.

— Finalmente você chegou

— Ah. Você é o Érik? – e dizendo isso deu um abraço no rapaz – Estava me procurando? Pois diga?

O cientista riu um pouco, depois voltou dizendo:

— Não era bem você. Mas também serve. Qual é o seu nome?

— Diego. – disse o loiro. – Pensei que soubesse.

— Não. Eu quero saber o seu nome, não da pessoa que você finge ser.

O ex-presidiário sorriu meio sem graça, colocou uma das mãos atrás da própria cabeça, como se não soubesse bem o que deveria fazer.

— Thiago. – respondeu estendendo a sua mão. – Meu nome é Thiago. Prazer.

— Prazer, eu sou Érik. Venha comigo por favor, tenho algumas perguntas para te fazer.

E dizendo isso, Thiago, que era ainda o ex-presidiário na forma que todos conheciam como Diego, acompanhou o cientista Érik

Enquanto isso, Clóvis saía do Departamento de Polícia, toda a imprensa em cima dele, com câmeras e bloquinhos de anotações.

— Senhor, senhor. O que o senhor tem a dizer sobre o aumento dos bandidos procurados em Cidade Doeste?

Clóvis apenas olhou para o jornalista e disse:

— A polícia promete intensificar as patrulhas e aumentar a vigilância. Realizaremos nova operações e com certeza esses bandidos vão para cadeia e cumprirão até o último dia de suas penas.

— Senhor, o que tem a dizer sobre a fuga de Diego Fran Montoro e a humilhação do oficial que foi colocado na cadeia em seu lugar.

— Não há nada a se dizer. Esses bandidos serão descobertos e presos, assim como o próprio Diego, e sofrerão as penas da lei. Só isso.

E terminando de falar, ele abriu passagem pela multidão de jornalistas, deixando o lugar. Ao chegar no seu coche, ele retirou mais uma vez o cartaz de Romeo e ficou analisando por algum tempo.

“De alguma maneira, este rapaz não é comum.” – pensou – “Deve ter sido algum erro de impressão, só pode.”



Escrito por Antero Filho às 15h40
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Creio que aos poucos, as coisas estão melhorando. Já consigo começar a enxergar o problema e assim fica muito mais fácil de conseguir resolvê-lo. Estou ficando mais tranquilo e mais seguro, apesar de ainda não estar 100%, mas já consigo avistar uma certa estabilidade mais adiante. Espero que tudo realmente dê certo no final, mesmo eu não sabendo ainda o que é o certo.

Escrito por Antero Filho às 11h38
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