ATRASADO, PORÉM POSTADO ENJOY
Escrito por Antero Filho às 22h42
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No capítulo anterior. . .
Bill recebeu a sua visita importante: Antônio, capitão do exército, com quem conversou um bom tempo sobre os acontecimentos gerais que assolam a cidade de Doeste, além de falar sobre algo que soava como "O Projeto". Enquanto isso, Aboré e Iara foram interrogar o deputado seqüestrado, mas não conseguiram nenhuma informação pertinente. Romeo ainda estava na cama, conversando com Érik. Sophia era a única que não se encontrava ali, e da de cara com Antônio quando resolve aparecer na casa. Ela havia acabado de encontrar Klaus.
Sem músicas neste capítulo
J.&.R - Quando a lua se põe
Capítulo trinta e seis: Klaus, Sophia e a moça balconista
— UM MISTO QUENTE E UM SUCO PARA O GATINHO DA MESA SEIS!! – grita uma voz feminina.
Cidade Doeste, Silbra. 07 de março de 1800 do ano cerimonial. 11h50min.
Sophia estava naquela padaria pela primeira vez, lendo o seu jornal “Atual” e pensando na sua vida, quando ouviu o grito da atendente para os cozinheiros. Levemente, ela abaixou o jornal e, por simples curiosidade, resolveu procurar pelo “gatinho da mesa seis” e ver se mulher realmente tinha bom gosto, ou se precisava de óculos urgentemente.
Com os olhos, foi caçando a numeração de todas as mesas, até que finalmente encontrou a que procurava, e a pessoa que viu sentada àquela mesa a fez soltar um leve sorriso bobo: Klaus permanecia parado ali, quase que completamente corado por causa do grito da mulher. Estava tentando evitar olhares, mas não conseguia esconder a satisfação pelo elogio.
Escrito por Antero Filho às 22h42
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Klaus não era aquilo que se poderia chamar de galã de cinema, mas tinha o seu charme. Sophia o examinou de cima a baixo e concluiu que a moça não precisava mesmo de óculos, achou que ele merecia uma nota oito. Considerando que Romeo receberia um nove. Não, não. Tinha que parar de pensar nisso.
De longe, Sophia assistia a Klaus ser servido de seu misto quente e seu suco de laranja na mesa seis. Ele comia tranqüilamente a sua refeição, sem se preocupar se era procurado ou se era membro de uma das famílias mais importantes de Doeste, mas ele não chamava atenção.
A garota então dobrou o seu jornal, caminhou discretamente para a mesa de seu companheiro e sentou-se ao lado dele, que percebeu a presença de Sophia somente naquela hora.
— O que você está fazendo aqui? – perguntou à Sophia
— Eu é que pergunto. – respondeu ela. – Você simplesmente tomou o papel de recompensa e saiu sem dizer uma palavra. Para onde você foi, afinal?
Realmente Klaus não havia comentado absolutamente nada com ninguém. Ele queria achar pistas de onde poderiam estar as duas pistolas de ouro da família, mas o que ele havia achado era pouco. Sombras daquilo que realmente procurava.
— Fui cuidar de uns assuntos pessoais.
Fez-se alguns segundos de silêncio.
— De qualquer maneira – continuou Sophia – você voltou e nós estamos no meio de uma missão.
— O que está aí é obra de vocês? – perguntou Klaus, apontando para o jornal.
Sophia acenou afirmativamente com a cabeça.
— Logo imaginei.
Sophia iria começar a tentar convencer Klaus a voltar para o prédio para ajudar em alguma coisa que fosse na missão, mas percebeu que seu companheiro não estava prestando atenção, estava concentrado em outra coisa. A garota virou-se para o lugar onde ele estava olhando, e viu a mocinha que havia gritado o pedido. Olhou-a bem e viu que ela também não era de todo mal, era bem mais bonita que as outras funcionárias do lugar. Ela compreendeu a situação.
— Por que não chama ela pra sair?
Klaus quase cuspiu todo o seu suco de laranja de volta no copo quando ouviu aquilo. Precisou de um tempo para tentar se recompor. Enquanto Sophia o encarava com a expressão mais natural do mundo, ele encarou a garota como se ela fosse uma louca.
— Não. Não. Sem chance.
— Ué, por que não?
— Ué, porque, porquê. . .
— Você está com medo.
— Não. Não, eu. Não. Do que você ta falando?
Sophia o encarou por alguns segundos
— Quer que eu fale com ela?
— NÃO! Peloamordedeus, não.
Escrito por Antero Filho às 22h37
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— Se você não falar, eu falo.
Klaus parou. Cerrou os dentes e mexeu os dedos, como se quisesse estrangular a menina por fazer uma proposta daquelas, bateu de leve a mão fechada na mesa, parou e respirou. Voltou-se para Sophia.
— Como você iria preferir que fosse?
— Eu prefiro que o próprio cara venha falar comigo.
Os dois ficaram um tempo quietos.
— E o que você gostaria de ouvir? – perguntou Klaus
Ela ficou quieta. Pegou-se imaginando como gostaria que alguém chegasse perto dela e a convidasse para qualquer coisa. Não sabia dizer. O que queria ouvir? Oras, com certeza nenhum convite vulgar. Talvez só alguém chamando pra sair. Ela não sabia bem o que, mas tentou explicar.
— Eu não sei. Eu nunca aceitaria um convite vulgar, por exemplo. Eu ficaria ofendida. Não sei, diga algo que a faça se sentir especial. – ela parou um pouco. – Mas não força muito, isso assustaria e iria afastar ela de você. – parou mais uns instantes. – Chame ela pra algo bem legal. E seja gentil. Mas nem tanto.
Klaus olhou para ela, espantado.
— Eu não sei. Pergunta que horas ela sai do trabalho e convida ela pra fazer alguma coisa, que diabos!
O rapaz ficou encarando ela, tentando absorver o que ela dizia. Sophia terminou e os dois ficaram se olhando por alguns segundos.
— Ta esperando o quê? Vai!
Klaus levantou-se de sua mesa, um pouco desconcertado, e foi até o balcão, onde estava a mocinha que o havia chamado de gatinho. Ele gostou dela também, mas não sabia o que fazer. Sophia assistia a tudo do seu lugar. Finalmente ele chegou lá e chamou a atenção dela, que estava esperando ele falar.
— Oi – começou ele, – Será que você poderia. . .. Quer dizer. . se você não se importar. . .Assim. . .
— Sim?
— Assim. . .Depois do que você, bem. . . Será que você poderia. . .
A moça não desgrudava os olhos dele, esperando que ele acabasse de terminar a sua frase. Sophia já estava quase subindo em cima da mesa, e Klaus quase não respirando:
— . . . Servir outro misto quente e um suco de laranja?
Sophia bateu com a cabeça na mesa. A balconista afirmou que sim com a cabeça, mas dessa vez ela não gritou. Foi até a cozinha falar com o pessoal. Klaus olhou para os lados e voltou frustrado para a sua mesa.
— Não fale nada. – disse ele
— E devia?
Os dois permaneceram silenciosos por algum tempo, esperando que a moça viesse trazer o lanche pedido.
Escrito por Antero Filho às 22h36
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— E se ela disser que não? – perguntou ele
— Não sei. – respondeu Sophia – E se ela disser que não, qual é o problema?
— E que eu vou ficar com cara de idiota, né?
— Com mais cara de idiota você vai ficar se ela quiser e você não chamar.
Os dois ficaram mais alguns instantes em silêncio, até que Sophia decidiu se manifestar.
— Bom, Klaus. – disse Sophia, por fim. – Estamos no meio de uma missão. Falando ou não com essa moça, você tem que voltar pra base, entendeu.
— Ta bom, mãe.
Sophia ficou um pouco corada quando ouviu a resposta de Klaus, que pouco se importava com a missão que eles teriam que fazer. Dizendo essas palavras então, a garota saiu da mesa e foi até o caixa, pagar pelos bolinhos que ela havia comido antes de se encontrar com o rapaz. Saiu da padaria a caminho de casa, pelo caminho da casa velha.
Ficava imaginando como deveria estar se sentindo a pobre moça do balcão. Ela havia dado todas as dicas pra Klaus convida-la para sair, e o idiota não conseguia.
Ela entrou no prédio pela porta dos fundos, a entrada da casa abandonada, e apertou o botão, esperando pelo elevador. Quando este finalmente chegou, ela deu de cara com Bill e um homem desconhecido, vestido casualmente, com um largo bigode preto e um sorriso muito carismático. Ficou um pouco surpresa, não esperava encontrar alguém estranho.
— Não sabia que morava gente com você. É sua neta? – perguntou o homem desconhecido
Enquanto isso, Klaus continuou naquela mesa da padaria por algum tempo, pensando no que ele poderia fazer. Sophia tinha razão, ele teria que fazer alguma coisa. Será? Bom, ela o havia chamado de gatinho. E só por isso ele teria que fazer alguma coisa? Por que não ela que faz alguma coisa? “Larga de ser idiota, Klaus” – pensou. Mas finalmente ele decidiu o que fazer. Só não sabia se teria coragem o suficiente.
Recebeu o seu lanche novamente e ficou enrolando ali na padaria até dar seis horas da tarde, quando a moça do balcão estava deixando o serviço. Ele correu lá pra fora para pegar ela voltando. Enquanto isso, foi pensando no que exatamente iria dizer, sem ter certeza de absolutamente nada.
Quando finalmente se encontrou com ela, ele parou; ela também.
— É o rapaz da mesa seis! – exclamou ela
Klaus congelou. Não esperava que ela fosse falar aquilo. Na verdade, não esperava que ela falasse qualquer coisa. Tentou colocar pra fora aquilo que ele estivera pensando, mas parecia grande demais para sair da garganta. Ele respirou fundo.
— Vocêquersair. . . comigo?
Seja qual fosse a resposta dela, seja qual fosse a reação dela, ele já se sentia cinco quilos mais leve por ter finalmente conseguido falar.
Para sua surpresa, ela deu um leve sorriso, como se achasse aquilo engraçado, o que o fez ficar mais envergonhado do que já estava.
— Claro. – ela respondeu
Ele não precisava de mais nada.
Escrito por Antero Filho às 22h36
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CARACA!!!! Eu postei o capitulo anterior faltando pedaço. E ninguém me avisou que o negócio tava estranho mesmo. Bom, de qualquer maneira, eu jah arrumei. Se quiserem saber, era soh o comecinho que eu cortei de uma parte e sem querer coloquei em outra. Obrigado pela compreensão. Teh mais
Escrito por Antero Filho às 22h03
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Pois eh. . mto foda o churras de ontem. Deu pra ver muitas pessoas, matar as saudades e tudo mais. . me diverti muito
Além disso, estamos para terminar o nosso video da garota de berlim. . . e logo colocaremos no youtube. Não vejo a hora.
Teh mais galera
Escrito por Antero Filho às 12h45
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