No capítulo anterior. . .
Sophia encontrou Klaus na padaria onde tomava o seu café e lia o jornal. Viu que o rapaz estava de olho em uma das atendentes de lá, que o havia lhe chamado de gatinho. Ela ajudou o seu companheiro no que podia para que ele conseguisse o que queria, mas saiu da padaria frustrada. Contudo, superando a sua timidez, Klaus finalmente consegue chamá-la para sair.
Músicas do capítulo:
Heard That Sound - Mxpx
J.&.R - Quando a lua se põe
Capítulo trinta e sete: Comemoração e partida
Escrito por Antero Filho às 22h32
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— Hahaha!!! Desce mais uma, negão! Essa foi muito boa.
— Não vai passar mal aqui, hein branquelo. – disse Aboré, servindo mais um pouco de whisky barato para Thiago.
Enquanto isso, todo o pessoal ali dentro da sala de reuniões estava rindo, até mesmo Iara, que não costumava brincar daquele jeito. Vendo que tinha a atenção de toda a turma ali, Aboré continuou a narrar a sua saga da missão passada.
— Aí eu tava lá, preocupado com vocês, pensando em algum plano, quando ele me vira do nada e grita “Matei um! Matei um!” – e Aboré pulava com os braços erguidos, tornando a situação mais ridícula.
Toda a sala caiu em gargalhada, e quem mais ria era o próprio Thiago, logicamente que a bebida já havia afetado um pouco a maioria deles.
Estavam fazendo a festa pós-missão, quando todos contavam como foi realizar a sua parte no todo. Iara e Romeo já haviam relatado a todos como foi a parte deles e Sophia reparara admirada que os olhos do rapaz brilhavam toda vez que ele contava sobre seu desempenho. Descrevia cada ação, cada reação como se ainda estivesse vivendo. Os olhos dele eram olhos de orgulho, eram olhos de determinação, olhos de incentivo, de coragem.
Érik brigou com Romeo porque este não queria mais ficar na cama e saiu andando, sem se importar muito com a sua perna direita baleada. O cientista/médico queria que ele ficasse parado pelo menos mais dois dias para ver como as coisas melhorariam, mas não convenceu o rapaz. Romeo já estava mancando pelo prédio sem que Érik pudesse fazer alguma coisa. Mas o que ele tinha que admitir era que não esperava tão rápida recuperação por parte de Romeo, que não fazia nem um dia que tinha sido baleado.
Todos estavam bebendo bastante e rindo muito, quando alguém bate na porta. Dentro da festa, um silencio estranho predominou, até que, entrando lentamente, Klaus aparecia com cara de curioso, usando uma camiseta preta e uma calça jeans. Antes que ele pudesse entrar por inteiro, Aboré chegou para puxando o moço para dentro.
— Chegou bem na hora. Por pouco a bebida não acaba.
Thiago soltou uma risada e chamou Klaus pra perto de si. O rapaz estranhou demais aquela cena. Olhou para Aboré, voltou-se para o ex-presidiário, sem entender nada.
— Ué? – começou – Eu pensei que o Diego não gostasse. . .
Mas não chegou a completar a frase, contudo foi o suficiente para que todos naquele recinto entendessem a dúvida dele. Thiago riu de novo da cara do seu companheiro, enquanto Érik explicava para ele sobre a dupla personalidade do rapaz loiro.
Klaus encarava agora aquele rapaz na sua frente como se fosse um completo desconhecido, mas não demorou muito para se dar bem com ele. Reparou que Thiago, a dupla personalidade de Diego, era alguém completamente diferente daquele que eles resgataram na prisão. Thiago era uma pessoa sociável, uma pessoa agradável, um ótimo companheiro.
Conforme a farra foi passando, Sophia não se agüentou de curiosidade e chamou Klaus de canto:
— E aí?
— E aí o quê?
— Não se faça de idiota!
Escrito por Antero Filho às 22h26
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— A moça da padaria?
— Lógico! Achou que era o quê?
— Bom. Eu chamei ela pra sair.
— E aí? – Sophia não se agüentava dentro de si de curiosidade
— Ela aceitou. Nós passeamos por aí, perto de uns jardins. Aí eu levei ela pra casa.
— E se beijaram?!
— Não. – falou ele, um pouco acanhado.
Sophia afrouxou o sorriso que demonstrava até aquela hora, mas ficou feliz e satisfeita por dentro. Ela achava que ele nunca iria até a moça e ele já tinha conseguido fazer com que ela saísse com ele. Ela colocou a mão no ombro dele, tentando incentiva-lo. Ele não gostou muito da atitude, parecia que ela tinha pena dele, mas não fez nada para impedi-la.
Romeo se divertia com as palhaçadas de Aboré e Thiago, mas não conseguiu deixar de reparar em Sophia e Klaus. Ele viu os dois conversando ali no canto e ela parecia um pouco empolgada com o que ele contava. Não queria admitir, mas ele sentiu ciúmes.
E a festa rolou bem e conforme a noite foi passando as pessoas foram para suas casas dormir, para enfrentar um dia sem muitas agitações, ou pelo menos assim de esperava. Sophia só ficou aquele tempo com Klaus, o que fez com que Romeo não pensasse muito naquilo. Na sala, ficaram apenas Aboré e Thiago, com a garrafa de Whisky vazia, tão bêbados que não conseguiam se levantar do chão. O loiro não parava de dar risada.
— Hey, carvão! – e ria
— Diga leitinho desnatado.
Thiago ria. Os olhos vermelhos. Os dois encarando o teto com a luz acesa.
— Eu não sou tão branco.
— Nem eu tão preto. Mas o que diabos você quer?
Fez-se um tempo de silêncio
— Esqueci.
E os dois riram. Gargalhavam, até lacrimejarem. Quando estavam quase parando, Aboré tomou a palavra:
— Até quando você vai ficar aí?
— Ficar aqui?
— É. Você sabe. Quando não é o Diego.
— Ah. – Thiago parou por um tempo. – Eu não sei direito como funciona. A impressão que eu tenho é que, péra um pouco. – soltou um pequeno arroto, e Aboré riu. – bom, é que eu durmo por muito tempo e sonho e. . . Acordo, alguns dias depois, não sei se com ele é a mesma coisa. Não sei se ele quer voltar.
— Como assim?
Escrito por Antero Filho às 22h26
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— Ele sofre muito. Sente muita dor, por dentro.
— Como sabe?
— Eu sinto. Sabe como é, ele ainda sou eu, eu sou ele, somos num mesmo, cara! Isso me dá dor de cabeça.
Os dois riram daquilo.
— Cara, eu gosto de você. Você é gente fina. – falou Aboré
— Eu também
Foi a última coisa que disseram antes de adormecerem bêbados no chão da sala de reunião.
A uma hora da tarde do dia seguinte, o rapaz loiro abre os olhos e tenta se situar no local. Olha em volta, e quando vê Aboré deitado, abraçado a uma garrafa de Whisky, se assusta. “O que esse negro filho da puta ta fazendo aqui?” – pensou – “Ah, não. Não me diga que aquele filho da mãe do Thiago! Merda!”
Era Diego. Estava de volta o Diego frio e anti-social. Olhou em volta de novo, sentia a sua cabeça latejar de dor. Foi andando meio tonto até a porta, sentindo nojo daquela situação e esperando que não tivesse acontecido o pior. Parou e ficou pensando. “Não, aquele filho da mãe pode ser tudo, menos gay” e tentou não pensar mais naquilo.
Correu até o lugar onde ficava o seu apartamento, pegou a sua mala que estava quase pronta, colocou o restante das suas coisas nela e pulou para saiu fora do apartamento.
— Olha, Clóvis, foi por isso, por iiiiisso – o homem que falava com o tenente fez um sinal com a mão, que aproximava mas não encostava o dedo indicador com o polegar – Por isso só que você não foi destituído do cargo. Espero que dá próxima vez traga boas notícias. Muito boas notícias.
Clóvis não falava. Sabia da situação em que se encontrava e sabia que agora teria que mostrar resultados. Mas estranhamente ele se sentia seguro. De um jeito ou de outro, ele sabia que iria conseguir alguma coisa. “Mesmo porque” – pensou ele – “Pior que isso não pode ficar”
Mas o tenente já havia tomado suas providências.
Sophia voltava da delegacia mais assustada do que estivera recentemente. Segurava em mãos algo em que nem ela mesma acreditava. Correndo o mais rápido que podia, ela voltou para base. Queria mostrar para Romeo o que ela acabara de achar. Quando estava chegando a casa velha, trombou com Diego, olhou para a sua mala e não hesitou em perguntar.
— Pra onde você vai?
O rapaz olhou bem nos olhos dela, como quem não devia satisfação a uma garotinha como aquela. Mesmo assim ele respondeu, seco.
— Vou para casa, é a melhor coisa que faço.
Sophia tentou dizer alguma coisa para impedir o loiro, mas nada lhe veio a mente. No fundo, ela sabia que ela nunca seria capaz de segurar alguém como ele.
Mesmo com aquilo, ela não conseguiu tirar os olhos do papel, onde mostrava a foto de Romeo, com a inscrição de “procurado” em cima. No lugar onde não havia nenhum crime antes, agora havia escrito “homicídio de 40 policiais; seqüestro do deputado Dario Coelho.” Além disso, a recompensa pelo rapaz havia subido para 30 mil reais. Contudo, o que mais espantava a garota, era que no cartaz Romeo ainda era querido vivo.
Escrito por Antero Filho às 22h25
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19 Anooooos!!!!
Pois é, meu aniversário foi ontem, mas não postei aqui, não é mesmo.
Venho aqui agradecer a todos que lembraram, seja pela memória, seja pelo orkut
Agradeço a todos que vieram aqui comemorar comigo, mesmo que seja fazendo nada
Vamos então ao que interessa:
Nesta quarta feira, minha novela vai ao ar de novo com o capitulo 37 e daí em diante.
Este ano, é provável que eu engajo em um outro projeto em dupla, mas por enquanto isso é tudo o que vocês vão saber
Apesar de procurar e começar a trabalhar em um estágio, tentarei criar mais contos e poemas aqui
O próximo concurso eu já tenho na mente, mas preciso de mais pessoas visitando o meu blog para poder fazer
Obrigado pela consideração de todos. . .
Escrito por Antero Filho às 12h11
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