No capítulo anterior. . .
Bill recebeu mais uma vez a vizita da voz vinda de lugar nenhum, aparentemente para cobrar resultados. Pensava também no que fazer com o deputado, já que este, pelo que tudo mostrava, realmente não sabia de nada do que estava acontecendo. Enquanto isso, Romeo foi surpreendido por um homem que usava gás e, por conseguir reagir em qualquer aspecto, o homem fez perguntas sobre o deputado e deixou sua mensagem de que o queria dois dias depois, as três da manhã no Armazém nacional.
Sem músicas neste capítulo
J.&.R - Quando a lua se põe
Capítulo trinta e nove: O plano contra o Andarilho
Escrito por Antero Filho às 16h31
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Romeo estava estressado. Entrou no prédio dos missionários a passos firmes e com cara de poucos amigos. Ele parou, respirou. Sacou rapidamente a pistola da mão direita. E devolveu ao coldre. Estava extremamente revoltado com o que tinha acabado de acontecer.
Foi subindo as escadas até chegar ao segundo andar, quando deu de cara com Sophia.
— Aconteceu alguma coisa? – ela perguntou
Romeo não respondeu, apenas entrou no seu apartamento calado, deixando a porta aberta. Não conseguia nem pensar direito. Sophia, preocupada, entrou logo atrás. Ainda estava meio hesitante quanto ao plano de Bill e não queria que ele acontecesse, apesar de não conseguir pensar em uma alternativa mais efetiva.
Romeo a viu entrar, mas não disse absolutamente uma palavra e aquele seu estado preocupava Sophia ainda mais; ela que o encarava com os olhos sinceros, decidiu não perguntar mais. Nunca havia visto o rapaz daquele jeito.
— Ro. – chamou ela. – O Bill ta com um novo plano.
Romeo parecia estar se recompondo, mas ainda parecia muito abalado.
— Por causa da sua nova recompensa, ele quer te usar como isca para atrair o verdadeiro criminoso por trás de todo o caso do deputado.
— Pois o plano dele já deu certo! – soltou o rapaz, sem pensar.
E se arrependeu amargamente daquilo.
Sophia o encarou surpresa com aquilo que acabara de ouvir e milhões de perguntas vieram a sua mente.
— E quem era? Ele falou com você? Como ele era? O que ele pediu? O que ele falou?
Romeo não disse nada a princípio e deixou Sophia mais desesperada:
— Puxa vida, Ro! Fala comigo! Não vê que eu estou agoniada?!
— Não é pra você ficar agoniada.
— Então fala comigo! O que aconteceu?
— Eu fui surpreendido por um cara. Ele perguntou sobre o deputado.
Escrito por Antero Filho às 16h27
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— E você falou alguma coisa? Conseguiu ver quem era? O que ele falou?
Romeo parou e pensou um pouco. Se dissesse que o homem o ameaçou de morte caso não entregasse o deputado na hora e lugar marcado, além de ferir o seu orgulho na frente de Sophia, ele também alarmaria Bill, que com certeza armaria um plano para pegar o tal homem e com isso, Romeo não teria a sua vingança.
Desde que saiu da fumaça o rapaz não pára de pensar em ter uma oportunidade para dar o troco no filho da mãe. Ele não poderia deixar que tudo acabasse sem ter a chance de reaver o seu orgulho e sabia que se contasse alguma coisa para Sophia sobre a hora e o local, sua vingança com certeza seria jogada no ralo.
— Eu não falei nada. Ele só perguntou do deputado, mas eu não respondi. Não consegui ver também, só percebi que ele tinha barba e fedia demais, mesmo não dando pra perceber muito por causa do gás.
Sophia já ficou mais calma. Viu que Romeo estava ficando mais relaxado e que não possuía nenhum ferimento. Ela respirou e tentou entender a situação e, de fato, o porquê de ter ficado tão aflita. “— Não se preocupe. – o velho tentou acalmar. – Romeo é muito mais do que parece ser”. Lembrara do velho falar.
— Então quer dizer que Romeo, o homem que matou 40 policiais sozinho, não conseguiu cuidar de uma pessoa só.
Rapidamente, Sophia e Romeo viraram para o lado da porta aberta do apartamento, de onde havia vindo a voz, para ver quem era.
Klaus.
Sem gostar absolutamente nada da aparição repentina do seu rival, o rapaz olhou para Sophia desconfiado:
— Seu novo amiguinho?
Sophia olhou para Romeo, voltou-se para Klaus e depois novamente para Romeo:
— Não. Ele apareceu sozinho, eu não trouxe, eu. . .
— Desculpa. – Disse Klaus, interrompendo a garota. – Eu estava passando e vi a porta aberta e acabei não resistindo, vim saber o que estava acontecendo e acabei ouvindo toda a conversa. Mas o importante é que temos uma pista do verdadeiro alvo e já que é muito perigoso você ir atrás dele sozinho, acho melhor montarmos um plano para pegarmos em equipe.
Era mais do que óbvio que Klaus dissera aquilo para provocar Romeo e sabia que seu plano havia dado certo. A vontade do outro era de esganar e matar o Armadouro ali mesmo, mas ele nada fez.
Mas apesar de aparentar se divertir por dentro, Klaus estava preocupado. Quando viu a nova recompensa de seu rival e os novos crimes na sua ficha, ele quase não acreditava. Agora a recompensa por Romeo era seis vezes maior que a sua, e na ficha dizia que ele tinha matado mais de quarenta policiais. Sentia uma ponta de inveja dele.
Klaus lembrava-se de pensar, enquanto matava os guardas do cais, na missão do traficante de armas Marcus: “Até quinze ao mesmo tempo, é possível. Depois disso, só um milagre”. Romeo havia conseguido quase três vezes mais que um milagre, e Klaus havia se abalado com isso.
O que Klaus não sabia era que Romeo não havia matado quarenta policiais aquele dia. Tal número foi o total de baixas que a polícia obteve, mas ninguém pensou que Iara também participou daquilo. E até mesmo Romeo acreditava que havia matado os quarenta, quando isso não era uma verdade. De fato, Clóvis reportou e atribuiu a Romeo a culpa por todas as baixas, podendo assim aumentar sua recompensa e as chances de sua captura.
Escrito por Antero Filho às 16h27
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A princípio, Clóvis sentira curiosidade pelo garoto ao ver a ficha de recompensa dele, única em toda história. Mas depois que ele derrubou o criminoso na câmara e viu aqueles olhos, capturar e prender Romeo viraram uma obsessão. Nunca vira tamanha imponência num olhar de um criminoso caído, e isso o assustara. Vencer Romeo era mais que uma obrigação. Era um desafio.
E Klaus pensava do mesmo jeito.
— Tinha barba e fedia demais? Foi só isso que ele conseguiu perceber? – perguntara Bill, do seu jeito austero e indiferente, em sua sala, depois que Klaus reportou tudo o que tinha ouvido.
— Pelo jeito, usava gás como arma também. – adicionou também o Armadouro
— Chame-o aqui. Agora.
Romeo e Sophia apareceram na sala de Bill e ouviram tudo o que o velho tinha para falar junto com Klaus. Houve uma pequena discussão e o cabeludo acabou relatando tudo o que contara a Sophia, não mencionando nem uma vez a hora e o local marcados.
Bill, depois de ouvir o que o missionário tinha a dizer, lembrou-se da conversa com Antônio, o capitão do exército que lhe fizera uma visita dias atrás, que a polícia desconfiava de um tal. . .
— Andarilho – disse Bill. – Quando eu descobrir o paradeiro do Andarilho, vamos fazer um plano para captura-lo. Mas se caso vocês se encontrarem com ele antes disso, lembrem-se de que eu o quero vivo, entenderam?
Todos fizeram que sim com a cabeça, mas nem Klaus e nem Romeo tinham realmente a intenção de deixar o alvo vivo.
No dia seguinte, 11 de março, Sophia acorda de manhã com alguém batendo a sua porta. Ela se levanta, ainda muito devagar por causa do efeito do sono, e caminha lentamente até a saída. Quando abre a passagem, encontra Bill, acordado e disposto, bem a sua frente.
— Já descobri onde pode estar o Andarilho. Venha comigo, quero que você me ajude a elaborar o plano.
Sem entender muita coisa, Sophia aceitou o convite e foi, visivelmente cansada, atrás de Bill para sua sala. Chegando lá, Bill caminhou lentamente até uma de suas estantes, pegou um papel fino e comprido e o abriu na sua mesa. Chamou a garota para perto e mostrou o mapa de Cidade Doeste.
— Aqui. – disse ele fazendo um pequeno circulo na parte leste da cidade. – Ele está circulando por essas bandas aqui. Precisamos agir rápido, pegá-lo antes que ele deixa o local.
Sophia ficou encarando o mapa, tentando pensar em algum plano, tentando pensar em qualquer coisa.
— Quem nós temos? – ela perguntou
— Certo. – respondeu Bill. – Nós temos Romeo, Klaus, Aboré e Iara.
Sophia olhava o mapa desacreditava. Não conseguia pensar em um plano, não tinha cabeça para isso, talvez.
— Olha. – começou Bill. – Vamos pensar no seguinte: o inimigo usa gás e ataca de surpresa. Temos que usar alguém que seja o mais imune a isso possível. Aboré é o menos adequado, porque ele é grande, alvo muito fácil. Mesmo porque, não precisamos de força ou de grande armamento. Está me acompanhando?
— Claro. – respondeu a garota.
Escrito por Antero Filho às 16h26
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— Por isso, os mais adequados são Iara, Romeo e Klaus. Contudo, Iara não usa uma arma de fogo, então mesmo que ela veja o inimigo, ela pode errar qualquer tiro, e por questão de alguns segundos ela fica completamente vulnerável. Os dois mais capazes então são Romeo e Klaus.
— Então a gente manda os dois para o lugar, para procurar pelo cara?
— Sim, exatamente. Mas nós vamos usar Aboré e Iara como cobertura. Entendeu?
— Mais ou menos.
— Resumindo o plano: mandamos os dois pistoleiros na frente, mesmo porque o Andarilho quer Romeo, e para dar cobertura e assistência, Iara e Aboré se escondem atrás, envolta. Teremos uma maior proteção aos dois pistoleiros. Tem que se pensar sempre na maneira mais eficiente e segura de se realizar um plano. Entendeu?
— Aham.
— Para não perdermos tempo então, mandaremos os quatro esta noite, por volta da meia noite. Se esperarmos até amanhã, poderá ser tarde.
Sophia havia entendido o plano que Bill havia feito. Porém, no fundo, ela ainda se sentia péssima por não ter ajudado em nada. Pelo jeito com que o velho falou, era como se ele já tivesse elaborado todo o plano antes, e só explicado para ela.
E mais uma coisa a incomodava:
— Bom. – começou Sophia. – Já que já achamos o nosso alvo, poderíamos soltar o deputado, não é? Ele não precisa mais sofrer aqui.
Bill olhou surpreso para a garota, mas sorriu. Ela tinha razão.
Mais tarde, Bill chamou Iara, Romeo, Klaus e Aboré e, junto com Sophia, explicou o plano, a parte de cada um e enfatizou a importância de trazer o alvo vivo. Todos entenderam o que deveria ser feito e foram se preparar.
Algum tempo depois, no departamento de polícia, um funcionário veio até a mesa de Clóvis com uma folha impressa.
— Senhor, aqui está. A localização de um dos suspeitos do caso dos candidatos.
O tenente pegou a folha onde havia um mapa desenhado de Cidade Doeste, com um círculo na parte leste.
— Chame alguns de meus homens. – começou ele. – Diga para ficarem prontos para missão até onze horas da noite.
O funcionário entendeu a ordem e deixou o recinto.
Não era a primeira vez que Clóvis tinha aquele pressentimento.
Tudo estava correndo bem na base dos Missionários até a parte da noite, quando o velho chamou todos para a sua sala, para passar as instruções finais. Lá estavam Klaus, Aboré e Iara, esperando o último integrante para que o chefe começasse a falar.
De repente, Sophia entra um pouco ofegante na sala e assustada. Bill a olhou assustado e esperou que ela falasse, e quando falou, o velho sentiu um frio percorrer a espinha.
— O Romeo. . . Sumiu.
Escrito por Antero Filho às 16h25
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Um video feito por mim, pelo Kskta e pelo Állan. Vale a pena olhar. Dê um apoio
Obrigado
Escrito por Antero Filho às 14h38
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Pronto, acabou. Minhas férias se acabaram com esse domingo e agora começam as aulas na faculdade. Acho que precisava de mais um pouco de férias, mas isso não vai acontecer. . O que se pode fazer não é
Desde 2004 eu não começo um ano com a mesma turma com que terminei o ano anterior.
Ateh mais galera
Escrito por Antero Filho às 11h52
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