PESSOAS QUERIDAS QUE PASSAM POR ESTE BLOG!!
PERDOEM MAIS UMA VEZ PELO ATRASO, MAS AINDA ENTREGUEI O CAPÍTULO ESTA SEMANA (42°) !!! ESPERO QUE APROVEITEM!!
ESTOU AQUI PARA COMUNICAR TAMBEM QUE EU CONSEGUI UM ESTÁGIO NO PERÍODO INTEGRAL E QUE AGORA TEREI MENOS TEMPO LIVRE PARA VOCÊS (aaaaaaaaaaaaaahhhhhhh). MAS NÃO SE PREOCUPEM, PRETENDO CONTINUAR COM A NOVELA SEMANALMENTE. SE CASO AS COISAS SAÍREM FORA DO CONTROLE, EU AVISAREI VOCÊS!!
OBRIGADO PELA ATENÇÃO.
Escrito por Antero Filho às 00h26
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
No capítulo anterior. . .
Klaus finalmente encontra com Andarilho e eles travam uma furiosa batalha, arriscando suas vidas. Enquanto isso, a policia que estava do lado de fora da praça Marechal Jeremias fecha o cerco em cima dos dois. Depois de se esforçar até o último segundo, Klaus consegue matar Andarilho e acabado desmaiando inconsciente. Quando a policia estava pronta para levar o Armadouro, ataques vindos de lugar algum começam a aparecer, e em poucos instantes o missionário não estava mais lá.
Sem músicas neste capítulo
J.&.R - Quando a lua se põe
Capítulo quarenta e dois: Reféns do Andarilho
Escrito por Antero Filho às 00h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Romeo acorda! Está meio tonto, ainda por efeito do gás lançado no Armazém Nacional. Sim! O armazém! Onde estava aquele desgraçado?! Tentou se mexer, mas percebeu que estava amarrado. Foi lembrando. O tenente estava com ele. Onde estava o tenente.
O tenente!
Olhava para Romeo, com uma expressão séria. Também estava amarrado, pelos braços e pelas pernas. Além de Romeo, uma mulher loira, vestida com um sobretudo marrom, estava também com os braços e pernas amarrados para trás, ao lado do tenente.
— Onde estamos? – perguntou Romeo, ainda tentando colocar os pensamentos no lugar.
— Pelo jeito parece um quarto de um prédio abandonado. – respondeu Clóvis.
E o lugar era realmente imundo, escuro e sem qualquer objeto. Dentro daquele recinto só havia os três.
O missionário acordou e olhou em volta, pelo menos o que dava para enxergar, e não era muito graças a escuridão das quatro horas da manhã. Percebera que estava sem suas duas pistolas. Estava completamente desarmado e indefeso.
— Quem é ela? – perguntou Clóvis
— Ela quem? – respondeu Romeo.
— Não se faça de idiota. – perguntou o tenente novamente. – A mulher que você precisa.
— Eu não sei do que você está falando.
Fez-se um tempo de silêncio. A expressão de Romeo indicava que ele realmente não sabia do que o policial estava falando.
Então a mulher loira, que até então havia ficado calada, resolveu se manifestar.
— Você ficou dizendo, enquanto estava inconsciente, toda hora “eu preciso dela. É dela que preciso, é dela que eu preciso”. Mas em nenhum momento disse quem era ela.
Romeo ficou espantado. Em quem será que ele tinha pensado? Por que dizia aquilo numa situação como aquela? Por quem? O que havia escondido na mente dele, afinal?
E a propósito, quem era aquela mulher que tinha acabado de falar com ele?
— Aline Roberts, jornalista, escrevo para o jornal “Atual”.
— E o que você está fazendo aqui? – perguntou Romeo
— É uma longa história, mas basicamente eu queria que o tenente explicasse sobre a missão de resgate do deputado, mas não quis dar entrevista. Fiquei sabendo dessa operação e resolvi investigar, e acabei aqui, mas isso nem é interessante. Quero saber de você, o famoso bandido que matou os quarenta policiais e seqüestrou o deputado. Quero uma entrevista com você.
Escrito por Antero Filho às 00h20
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
— Qualé, eu não vou dar entrevista.
— Nome?
— Romeo.
— Nome inteiro.
— Romeo.
— Ah, peloamor, não pode ser só isso.
— É só disso que eu me lembro, ta legal?
— Que você se lembra? Como assim?
Romeo ficou quieto. Tinha que aprender a manter a boca fechada.
— Eu não lembro do meu passado – explicou ele impacientemente. – Todas as minhas recordações vêm de um mês pra cá.
Depois de ouvir isso, Clóvis, que até então só estava cada vez mais irritado com aquela conversa sem sentido em uma situação como aquela, ficou mais atento. Se o que ele dissera fosse realmente verdade, então o mistério sobre ele e sua ficha criminal aumentavam. Mas ele nunca confiava demais no que bandidos diziam. Resolveu ficar atento.
— Temos que criar um sobrenome para você. – continuou a jornalista - As pessoas precisam te identificar com mais de um nome. Que tal, Romeo Montéquio.
— Hãn?
— Não. Romântico demais. Precisamos de um nome mais forte, que combine com você. Hum. . Romeo Ferdinando?. . .Não. . .Romeo Ricardo? Péssimo. . .
— O que você está fazendo?
— Romeo Dallas, o homem sem passado! Perfeito!
— O quê?! Isso é horrível! – protestou Romeo.
— Não é não. É muito bom, por causa da sono. . .
— VAMOS PARAR DE FALAR MERDA! – gritou Clóvis, cuja paciência se esvaíra por inteira. – Romeo! Onde está o deputado?
De repente, a porta se do quarto se abriu.
— É, Romeo, onde está o deputado?
Ao ouvir aquela voz, o sangue de Romeo subiu a cabeça. O ódio começou a tomar conta e a vontade de destruir por completo aquele homem retornou, mais forte do que nunca.
O homem sujo, vestido em trapos e barbudo entrou na porta. O Andarilho.
Então Bill estava mesmo errado, pensou o missionário. Se o Andarilho estava ali na frente dele, como ele poderia estar na parte leste da cidade. Alguma coisa naquilo tudo não estava fazendo sentido.
Escrito por Antero Filho às 00h19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
— Onde está o deputado?
Mas ele não respondeu.
Tanto Clóvis quanto a jornalista ficaram quietos, observando Romeo ser interrogado. O tenente pensava em alguma forma de poder reagir e mudar a situação, mas não conseguia pensar em um plano. Estavam os três imobilizados, sem poder reagir. A situação era delicada.
Aline, por sua vez, pensava em não esquecer de nenhum detalhe, para que pudesse escrever uma matéria sobre aquilo depois.
O Andarilho acertou um soco muito forte no missionário, que chegou a cuspir sangue no chão, antes de voltar seu rosto para o seu agressor.
— Você acha que eu estou de brincadeira?! Já disse que não ligo a mínima para quem você é ou deixa de ser. Eu te mato agora mesmo, seu filho da puta! Onde está o deputado?!
Mas Romeo não estava amedrontado. Apesar de estar amarrado, desarmado e ferido, o seu olhar era intimidador, olhar de um leão cheio de força e pronto para atacar.
O mesmo olhar que lançara a Clóvis quando estava caído no chão da câmara, e o tenente percebera aquilo e sentiu calafrios. Até mesmo a jornalista se impressionara com o olhar cheio de garra de Romeo, em uma situação como aquela.
— Você acha que eu sou brincando, seu boiolinha. – falou o Andarilho, sacando uma pistola e apontando para Romeo.
O missionário se espantara. A arma que o agressor acabara de sacar era justamente a arma dele.
— Não é irônico? Morrer pela sua própria arma? Se você não me disser onde está o deputado, eu mato você agora mesmo.
Os outros dois amarrados estavam tensos. O nervosismo passava por Clóvis e principalmente pela jornalista. Clóvis pensava em um jeito de sair, mas também, no fundo, torcia para que o Andarilho atirasse.
— Vai falar ou não!?
— Você. . . – começou Romeo
Todos pararam parar escutar, atentos, quase sem respirar, com medo de que o som pudesse abafar a resposta de Romeo, até que o missionário finalmente falou:
— Você vai terminar morto debaixo do meu pé, seu filho da puta.
Tanto a jornalista quanto o tenente não acreditaram na resposta que o missionário acabava de dar. Aquilo foi a gota d’água. Sem esperar mais qualquer resposta, o Andarilho puxou o gatilho da arma de Romeo.
Mas a arma emperrou.
Sorte? Proteção divina? Impossível de saber. Certo era que o Andarilho perdera de vez a sua paciência e arremessara a arma com força na cabeça de Romeo, fazendo sua testa sangrar e a arma deslizar.
Extremamente nervoso, ele saiu da sala, batendo a porta com toda a força que tinha.
A jornalista estranhara alguma coisa naquele rosto.
Escrito por Antero Filho às 00h18
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Clóvis olhava espantado para Romeo. Aquela cena o impressionara. Normalmente, diante da morte, diante de situações onde o fim é, pelo menos aparentemente, inevitável, todos os homens se acovardavam. Todo criminoso, que protegido por uma arma era corajoso, se indefeso na frente de um inimigo se acovardavam. Contudo, Romeo era o primeiro homem que enfrentara o medo da morte de frente e que, em momento algum, abaixou o olhar.
— Precisamos fazer alguma coisa para sairmos daqui – sussurrou a jornalista – ele vai voltar logo.
— Certo. – concordou o tenente – Alguém de vocês fique de costas para mim e me desamarra, quando for a hora certa eu ataco ele e imobilizo.
— Lógico. – concordou Romeo, ironicamente – E aí depois de tudo você ainda me tem preso também.
— Sua opinião não interessa. – respondeu Clóvis. – Aline, por favor, me desamarre.
— Não consigo, as cordas estão muito apertadas, não consigo mexer minha mão.
— Faz o seguinte. – Romeo começou, e virou-se para o tenente. – Por que você não me desamarra e eu tiro a gente dessa situação.
— Muito engraçado você. – disse Clóvis. – E aí quem vai me ajudar.
— AI! CHEGA VOCÊS DOIS!
Os dois pararam e olharam para ela, que voltou a falar.
— Por que vocês não me desamarram e depois que tomarmos conta da situação, nós vemos o que podemos fazer.
Os dois ficaram quietos por alguns instantes, até que finalmente concordaram. Mesmo porque, não tinham muita escolha. Clóvis não desamarraria Romeo, e vice-versa, portanto a jornalista era o único modo de escaparem dali.
Enquanto isso, o Andarilho estava extremamente nervoso. Não conseguia extrair a informação de Romeo sobre o deputado, e sua postura desafiante o deixava ainda mais estressado. Foi para um outro lugar, longe do quarto para tentar se acalmar. Não acreditara que a arma havia falhado justo no momento em que ele ia matar o desgraçado. Mas talvez aquilo tinha sido bom. Ele não conseguia nem pensar no que iria acontecer se matasse sua única chance de descobrir sobre seu objetivo.
Voltou para o outro recinto, onde estava guardando a outra arma de Romeo e as armas do tenente policial. Pegou agora a arma do policial, para não correr mais riscos de falhar. Ele agora estava determiado a arrancar a informação que queria, não importando os métodos que usaria.
Pegou a arma e foi andando o mais rápido possível até o quarto onde se encontravam seus três reféns. Ao chegar lá, encontrou os três ajoelhados no chão, com as mãos para trás. Do jeito que tinha deixado.
Quando o Andarilho finalmente pegou a arma para ameaçar Romeo, a jornalista salta sobre ele, assustando-o.
Uma pequena disputa de forças.
E a arma disparou!
Escrito por Antero Filho às 00h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|