MUUUUUUUUUUUITO OBRIGADO PELA PACIENCIA . . . ACABEI DE ARRUMAR O CAPÍTULO DA MINHA NOVELA. poRTANTO, SE VC AINDA NAUM LEU, LEIA SEGURO DE QUE ESTÁ SEM UM BURACO. SE VOCÊ LEU ANTES DESTE AVISO, LEIA DE NOVO E A HISTORIA FARÁ MUITO MAIS SENTIDO
OBRIGADO
Escrito por Antero Filho às 07h55
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DIEGO
Escrito por Antero Filho às 07h53
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No capítulo anterior. . .
Aboré encontra Vânia, alguém que aparentemente fez muita diferença no seu passado e pediu para que ele voltasse para Cidade Delleste para ajudar ela, mas aparentemente o missionário não quis. Tudo conta o que aconteceu com todos os envolvidos no caso dos candidatos. Aline é promovida em sua editora, assim como Clóvis ganha o seu crédito. Somente Romeo que, segundo Bill, terá o seu castigo por agir sozinho prejudicando a própria equipe. O velho também avisa que Sophia terá que ir em uma missão. Enquanto isso, um trem chegava em Cidade Delsul.
Música do capítulo:
My Lover's gone - Dido
J.&.R - Quando a lua se põe
Capítulo quarenta e sete: Onde você for
"O amor é capaz de transpor vidas?"
Escrito por Antero Filho às 07h39
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Cidade Delsul, Silbra. 14 de março de 1800 do ano cerimonial. 15h26min.
Num barzinho da cidade estava a figura de um loiro, com sua longa jaqueta vermelha, estava sentado em frente ao balcão, tomando uma bebida quente. Um lugar pouco movimentado, o atendente enxugava os copos de vidro enquanto conversa com um outro cliente sobre futebol. O loiro da jaqueta vermelha deu um leve sorriso quando ouviu que o time Létio Sulista havia vencido os Tupiniquins por dois a zero.
Ele terminava de tomar a sua bebida, ainda pensando naquilo que fora fazer em Cidade Delsul, quando dentro daquele bar acontece algo estranho.
Um tiro!
O homem vira para ver de onde tinha vindo.
Três homens armados estavam mirando contra ele e não hesitaram em abrir fogo. Logo o dono do bar estava gritando, alguns clientes haviam corrido e outros se jogado no chão para se proteger. O loiro estava se escondendo, mais ou menos próximo dos três inimigos, aparentemente sem ter como agir.
Aproveitando-se da situação inferior do alvo, os três homens avançaram para finalizarem com a armadilha. “Os 30 mil estão no papo”.
O loiro saltou para fora do seu esconderijo, puxou uma faca, com a outra mão puxou a mão armada de um dos inimigos, trazendo-o para si e enfiando a faca em seu peito, ao mesmo tempo que roubava a pistola que ele tinha na mão e a usava nos outros dois homens, dando um tiro na cabeça de cada um.
Todos ficaram impressionados quando os homens caíram mortos no chão. O loiro com a jaqueta vermelha tirou a faca cravada no peito do primeiro morto, limpou num pano. “Mas que merda, nem mesmo aqui eu tenho paz”.Pensou ele.
— Diego...Você é Diego Montoro?
Diego guardou a faca e olhou para o homem que momentos antes estava limpando um copo. Encarou-o por alguns segundos e depois saiu do bar. Com sua sniper nas costas e a nova pistola do assassinado guardada, ele foi andando sem rumo.
Guardava a dor irremediável no seu coração.
Delsul é um estado com parte de sua economia voltada para a agropecuária. Em um lugar da capital, Cidade Delsul, onde havia mais casas e mais terras verdes, um homem com um bigode loiro e cabelos curtos, grossos e loiros, puxava um menino pelo braço, também loiro, que na outra segurava um estilingue, arrastando praticamente o moleque até uma casa branca com o telhado azul.
O homem bateu na porta e esperou impacientemente, até que um outro homem, também loiro mas sem bigode, aparecesse para atender.
Escrito por Antero Filho às 23h15
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— Pois não?
— Martim! Seu filho estava de novo no meu jardim, atirando nas minhas galinhas. A sorte é que ele não acertou, mas se você não educa-lo direito, quem vai fazer esse trabalho serei eu!
— Me desculpe Frank. Eu posso garantir ao senhor que Diego não vai fazer isso de novo. Não é Diego?
O menino que havia sido largado olhava irritado para os dois homens, mas vendo que sua situação ali era complicada, ele decidiu concordar.
— É. – disse emburrado.
— Pode ficar tranqüilo Frank. Se Diego for atirar nas suas galinhas de novo, EU vou cuidar disso PESSOALMENTE!
Diego estava parado, sentado em frente a casa branca de telhado azul, só olhando para a paisagem. Deu uma longa respirada e se afogou novamente em suas lembranças
— Você quer aprender a atirar direito, Diego?
O garoto sorriu. Sendo assim, Martim o levou para próximo a uma mesa, do lado de fora da casa, onde havia quatro latinhas, tomou a distância de cinco passos largos, e dali pediu para que seu filho atirasse com seu estilingue quatro vezes para acertar os objetos na mesa.
Diego errou todos
Diego lia no jornal que o deputado que representava o estado de Delsul no Conselho dos Cinco, Frank Huter, iria aparecer. O responsável pela sua desgraça. Responsável por tudo de ruim que havia acontecido da sua vida.
E responsável também pela melhor coisa que havia acontecido na sua vida.
— Concentre-se, Diego. Presta atenção. Um tiro nunca vai reto. Existem a força da gravidade que empurra a pedra para baixo, o vento que a empurra para o lado, a chuva e qualquer outra condição que pode acontecer na hora que acaba tirando a pedra do seu caminho.
O garoto cresce. Ainda não acerta a latinha
— Diego, o que você deve realmente guardar é que nenhum tiro permanece na mesma trajetória em que foi disparado. O bom atirador não é aquele que mira exatamente no alvo, e sim aquele que mira fora dele, considerando todas as variações que podem acontecer.
O garoto atira. O garoto cresce. As latinhas ainda em jogo.
— Você não está considerando o vento. A pedra é leve e vai ser levada com o vento. Não lute contra o vento, mas use-o a seu favor.
O garoto atira. O garoto atira.
Escrito por Antero Filho às 23h10
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— Presta atenção! Olha a distância, a pedra vai chegar mais embaixo. Mire mais para cima e deixe a pedra ir. Apenas solte.
Ele cresce. Ele atira
— Tenha paciência. Saiba aguardar o momento certo, o momento mais seguro para atirar.
A latinha cai. A latinha é acertada.
— Muito bem, garoto.
Era no dia seguinte ele já tinha decidido. No meio do discurso que Frank Huter iria fazer, Diego o mataria. Não se preocupava se fosse pego depois e levado de volta para a prisão. Já estava condenado a morte, não teria mais o que perder. Não tinha mais ninguém naquele mundo.
Enquanto isso, Iara andava pelas ruas de Cidade Delsul. Acabou chegando no mesmo bar que Diego estava há algum tempo. Os corpos sem vida estavam sendo retirados do lugar. Tudo o que se ouvia eram os comentários sobre a passagem do assassino da filha do deputado.
— Diego? Você está atrás de Diego, moça? – começou a dizer um velho - Ele matou três rapazes aqui e foi para aquele lado. Onde ele está agora ninguém sabe, mas ele é um homem perigoso. Se eu você a senhorita, não iria atrás dele.
— Matou a filha do deputado. – interrompeu um outro homem. – Dizem que ele quer a cabeça do deputado também. Ninguém sabe muito bem porque. Dizem que a família dos dois eram vizinhas antigamente. Deve ter acontecido uma briga feia, ou sei lá.
— Muito obrigada. – agradeceu Iara. – Mas vou atrás dele. Muito obrigada.
E dizendo isso ela virou as costas. Tinha que cumprir com as ordens de Bill.
Na janela do segundo andar de uma das casas, uma pedrinha acabava de bater levemente. Depois mais uma, até que uma moça loira abriu.
Quando ela viu quem estava atirando as pedrinhas, ela sorriu. Seu sorriso era encantador e seus olhos azuis eram lindos. Ela possuía longos cabelos loiros, que recaíam sobre o seu pijama branco.
Saiu da janela e foi para o seu quarto. Colocou uma roupa para sair e desceu correndo as escadas da sua casa. Cruzou a porta e continuou correndo, até que alguns instantes depois chegou perto do homem que havia atirado as pedrinhas na sua janela: Diego.
—Está atirando cada vez mais de longe. – comentou ela, rindo. – Isso tudo é medo do meu pai?
Ele deu um beijo na boca dela, e com os lábios ainda encostados balbuciou.
— Sabe como é. Quanto mais longe eu conseguir ficar do seu pai, melhor.
Ela afastou o rosto dele, e passou as mãos pelos seus cabelos curtos, encarando-o nos olhos, admirada:
— Mas aí você fica longe de mim.
Ele sorriu
— Nunca.
Diego entrou no centro de Cidade Delsul. Já era a noite e chegou perto de um beco. Procurou a escada de emergência e começou a subir por ela. Carregava nas suas costas a sua sniper e no seu pescoço o crucifixo.
Escrito por Antero Filho às 23h07
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Na igreja da cidade, os homens estavam se levantando de seus lugares depois que o padre havia acabado de terminar a missa.
— Martim. – Frank virou-se para ele. – O seu filho está saindo com a minha filha as escondidas. Eu não estou gostando disso.
— O que você quer que eu faça, Frank? Que eu proíba o menino de sair? Qual é o problema em deixar os dois juntos?
— Fala isso porque não é a sua filha. Mariana é uma boa moça e eu quero o melhor pra ela.
— Diego também é um bom rapaz. Já tem 20 anos, está conseguindo seu emprego. Não vejo motivos para que ele não case com uma boa moça como a sua filha. Deixe os dois, Frank. Concentre-se na sua campanha.
O outro homem não teve mais palavras, mas ainda não estava convencido.
O loiro acabava de alcançar o último andar do prédio. Dali, era possível de se ver o lugar onde Frank Huter daria o seu próximo discurso. Ele foi então até a beirada do lugar e armou a sua arma, carregou, preparou e apontou.
Estava tudo pronto para cumprir o seu último objetivo.
Mariana estava chorando em seu quarto, abraçada com o seu travesseiro, quando ouve um barulho na janela. Ao virar-se, ela vê Diego entrando. Ela não conseguiu dizer nada, tamanho era o seu espanto, mas virou o rosto contra ele
— Ma, espera! – explicou Diego. – Aquilo não era meu. Me escuta. Armaram contra mim!
— A gente tinha tudo preparado. – ela choramingava. – Eu estava conseguindo convencer o meu pai. O que está acontecendo? Pode me dizer o que está acontecendo?
— Não tenho nada a ver com isso. Armaram contra mim!
— Saia daqui! – ela disse. – Você vai acabar sendo preso. Meu pai já colocou homens atrás de você. Fuja! Fuja!
— Não vou a lugar algum sem você.
Ela parou de falar. Olhava desesperada para ele, chorando ainda mais.
— Eu não posso. Eu...Meu pai nos caçaria até o fim do mundo.
Diego olhou firmemente para ela.
— Eu não vou a lugar nenhum sem você. Se você não vier, eu prefiro ser preso.
Mariana estava desesperada.
Estava tudo pronto no dia seguinte. Toda a população estava ali para ouvir o deputado do Conselho dos Cinco, Frank Huter, dizer o seu discurso.
Diego estava sentado no prédio, somente esperando pelo momento certo. O momento em que ele iria aparecer. Ele olhava pela mira da arma exatamente o local onde ficaria o seu alvo. Ele não tinha nenhuma hesitação.
Até que finalmente subiu ao palanque: Frank Huter.
— ELE SEQÜESTROU A MINHA FILHA! EU QUERO ESSE CRIMINOSO MORTO E ENTERRADO!! CACEM ESSE FILHO DA PUTA ATÉ OS CONFINS DESSE MUNDO E TRAGAM MINHA FILHA DE VOLTA!!
Escrito por Antero Filho às 23h07
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Imediatamente vários homens, entre capangas e policiais, correram para buscar o seu alvo.
Era aquilo. Estava tudo pronto. Diego mirava bem na cabeça. Só faltava puxar o gatilho.
— Se fizer isso sabe o que pode acontecer. – disse uma voz atrás dele.
O loiro sabia quem era e não se virou. Nem respondeu
— Os policiais virão aqui e te pegaram. Daí para forca é apenas um passo.
— Eu não me importo mais! – ele disse. – Eu agradeço muito vocês terem me tirado da prisão, mas não farei nada por ninguém mais. Deixe que me peguem, foda-se.
Iara atirou a sua flecha de aço perto dele, assustando-o e fazendo-o perder a concentração. Indignado, ele virou-se contra ela e avançou.
— Eu não agüento mais correr, Di. – disse Mariana, quando o dia já estava amanhecendo.
— Só mais um pouco e nós vamos despista-los. Vamos para a estrada e conseguiremos uma carona para Cidade Docentro. Ele nunca nos achará lá.
— Deixa eu descansar um pouco. Não se preocupe, mesmo se nos acharem, eles nunca vão poder nos separar, porque eu não vou a lugar nenhum sem você.
Iara e Diego começaram a lutar entre si. O loiro tinha mais vontade e agressividade e exatamente porque ela estava fria e racional estava dominando completamente a luta.
— Eu tenho que matar aquele desgraçado! – gritava ele. – Você não entende! Você nunca vai entender
E continuava atacando agressivamente, mas Iara parecia não se comover com aquilo.
— Você não sabe de nada. Você não tem o direito de tentar me impedir! VOCÊ NÃO SABE O QUE É A DOR...
Logo depois que Mariana disse aquilo, ouve-se um tiro. Diego olha para ela e vê que seu abdome está sangrando. O desespero toma conta de sua mente. Ele a abraça, ela vai perdendo a consciência.
...DE PERDER O AMOR DA SUA VIDA!!
Iara o derruba no chão. Diego não tinha mais forças para lutar e agora chorava. Chorava como Iara nunca pensou que ele pudesse chorar.
— Mariana! MARIANA! Não, acorde! Acorde! Por favor, por favor, PELO AMOR DE DEUS!
Diego a abraçava e chorava no ombro dela. Segundos depois, cinco capangas de Frank cercaram o loiro, que tinha toda a sua atenção virada para a sua amada, que acabava de falecer.
— Pare com isso! – disse Iara. – Você não sabe da minha vida. Não sabe o que eu passei ou deixei de passar! Agora levante-se e pense no que ela gostaria que você estivesse fazendo agora. Por acaso ela iria querer ver o seu amor sendo enforcado? Lute, pela memória dela.
Diego estava vencido
Diego sentira que sua vida havia acabado.
Escrito por Antero Filho às 23h06
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