— Bom. – começou ele. – É só conversar com algumas pessoas. E além do que, Aboré vai com você, não tem porque você ficar com medo.
— Eu sei, Ro. Mas é que. . . Sei lá. Eu estou insegura. Eu não sei o que fazer. E se eu não conseguir?
— Pára com isso. Você é corajosa, inteligente. Eu sei que consegue. Se Bill mandou você é porque ele sabe o que está fazendo.
A garota ficou calada, pensando no que o rapaz havia acabado de dizer. Ficou um pouco mais tranqüila, mas o que ela queria mesmo era poder contar com a companhia de Romeo. Ficar do lado dele fazia ela se sentir tão segura, como se absolutamente nada de mal pudesse atingi-la.
E quando o rapaz voltou a questiona-la, parecia que ele tinha lido esse pensamento.
— E por que eu não vou junto?
— Eu não sei. O Bill falou que tinha outra missão pra você.
Romeo fez, inconscientemente, uma expressão de indiferença, mas na realidade não havia gostado muito daquela notícia. De qualquer maneira, pensou exatamente aquilo que tinha dito para Sophia: Bill deveria saber o que estava fazendo, ele não era burro nem imprudente.
Aboré estava preparando suas coisas e pensava o que poderia estar se passando na cabeça de Bill. Dentro do grupo, ele foi a primeira pessoa que o velho conheceu. Mesmo assim, ele não conseguia entender o que ele poderia planejar. Contudo, pelo que conhecia, se Bill havia falado que era algo de grande importância, Aboré poderia esperar algo realmente grande.
De qualquer maneira, não concordava em levar Sophia junto consigo. Não para o lugar onde estavam indo.
Os dois deveriam partir no dia seguinte.
Enquanto isso no quarto de tratamento de Érik, o próprio dormia na cadeira ao lado da cama onde estava deitado Klaus. Este estava acordado, olhando para o teto. Tivera um sonho esquisito. Sonhara com a cena de si mesmo matando Andarilho e ao final, Romeo estava a sua frente, segurando as duas pistolas douradas da família Armadouro. Klaus tentou correr atrás, mas seus músculos não se moviam e enquanto isso o cabeludo somente ria, ria cada vez mais.
Lembrando-se disso, ele tentou mover o seu braço, conseguindo com facilidade, mas ainda sentia uma pequena dor. Lembrou-se do gás tóxico que respirara contra o Andarilho. Olhou para o lado e viu Érik dormindo.
Quando Bill entrou no quarto.
— Achei que Érik estaria acordado, mas vejo que foi você mesmo. – disse o velho.
Klaus não disse uma palavra, esperou que o chefe falasse alguma coisa.
— Você sabe porque está aí não é, Klaus?
O rapaz permaneceu quieto.
— Agiu por conta própria, conforme seus instintos, sem contar com seu grupo. Se não fosse o seu grupo, rapaz, você estaria para sempre paralisado, preso em uma cadeia. Você cometeu o mesmo erro que Romeo naquela noite e pagou o preço por isso.
Klaus parecia indiferente, mas no fundo estava irritado. Parecia que o pai dele estava lhe dando uma bronca. Lembrou-se do seu velho pai.
— Mas sobre isso eu converso com você depois. Agora, preciso de você de Romeo para outra missão.
Escrito por Antero Filho às 13h36
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|